domingo, 25 de agosto de 2013

Livros que comprei + Livro que li + Indicações de livros se quiserem

Olá, amores! Então, como eu ainda não resolvi o lance do Word e pra não deixar o blog "abandonado" por enquanto, eu vim mostrar pra vocês os 3 livros novos que eu comprei e falar do ultimo que eu li, além de perguntar se você querem alguma indicação de livro. Não que eu já tenha lido 395709465 livros, mas enfim.

Primeiro, vou começar pelo livro que eu li.
Ele se chama Thoughtless ("Imprudente" aqui no Brasil) - esse é o primeiro da trilogia -, e foi o livro que me deixou mais brava e irritada do eu pensei que seria possível. Achei que nada seria pior do que a forma como me senti lendo Beautiful Disaster, mas eu estava completamente errada. Foram 600 páginas lidas pelo computador de puro estresse. 
Eu basicamente fiquei brava, muito irritada, e triste, e eu chorei, e fiquei brava de novo, e muito, muito irritada mesmo, e solucei de chorar, e fiquei cada vez mais brava. Parei de ler umas 10 vezes, porque achei que não conseguiria lidar com tanta merda que eles faziam ao passar das páginas, mas, finalmente, cheguei ao final, o que foi um alívio.


"Por dois anos, o namorado de Kiera, Denny, tem sido tudo que ela sempre quis: amoroso, sensível e infinitamente dedicado a ela. Quando eles partem para uma nova cidade para começar sua nova vida juntos, Denny em seu emprego dos sonhos e Kiera em uma universidade de ponta, tudo parece perfeito. Então um compromisso imprevisto força a separação do feliz casal.

Sentido-se sozinha, confusa e precisando de conforto, Kiera volta sua atenção para uma fonte inesperada – uma estrela de rock local chamado Kellan Kyle. Primeiramente, ele é simplesmente um amigo em quem ela pode se apoiar, porém quanto mais sua solidão aumenta o mesmo acontece com a relação deles. E então uma noite tudo muda… e nenhum deles jamais será o mesmo."
Se alguém ficou interessado pelo livro, e quer desfrutar de tudo o que eu passei lendo ele - talvez vocês não sofram tanto quanto eu -, aqui está o link para baixar: Trilogia Thoughtless 

Se quiserem que eu indique mais livros, é só falar.

Por ultimo, quero mostrar pra vocês os 3 livros que eu comprei ontem.
Um eu já tinha começado a ler no início do ano, mas como era grande demais eu desisti (ler pelo computador já é ruim, pior ainda quando o livro parece não acabar nunca), e acabei por optar esperar por uma oportunidade para comprá-lo na loja e, enfim, terminar minha leitura.
Já os outros dois, um eu comprei por ter lido uma resenha muito boa sobre ele, e o outro, eu comprei um impulso porque tava barato e também por causa da sinopse, é claro.
Os livros são, respectivamente:

"Londres, 1910. Belle, de 15 anos, viveu em um bordel em Seven Dials por toda sua vida, sem saber o que acontecia nos quartos do andar de cima. Mas sua inocência é estilhaçada quando vê o assassinato de uma das garotas e, depois, pega das ruas pelo assassino para ser vendida em Paris. Sem poder ser dona de seu próprio destino, Belle é forçada a cruzar o mundo até a sensual Nova Orleans onde ela atinge a maioridade e aprende a aproveitar a vida como cortesã. A saudade de casa — e o conhecimento de que seu status como garota de ouro não durará muito — a leva a sair de sua gaiola de ouro. Mas Belle percebe que escapar é mais difícil do que imaginou, pois sua vida inclui homens desesperados que imploram por sua atenção. Espirituosa e cheia de desenvoltura, ela tem uma longa e perigosa jornada pela frente. A coragem será suficiente para sustentá-la? Ela poderá voltar para sua família e amigos e encontrar uma chance para a felicidade?"

"O romance conta a história de Anna Claramond e Wynter Seth-Smith, que se passa em Nova York num futuro próximo. De um incidente aparentemente casual, nasce uma arrebatadora história de amor entre esses dois jovens de origens diferentes e caminhos perigosamente interligados, nesta bem costurada trama que mistura elementos românticos, mistério e fantasia."


"Lia está doente e sua obsessão pela magreza a deixa cada vez mais confusa entre a realidade e a mentira. Mas ela perde totalmente o controle quando recebe a notícia de que sua melhor amiga, Cassie, morreu sozinha em um quarto de motel. E o pior: Cassie ligou para Lia 33 vezes antes de morrer. O que começou como uma aposta entre duas amigas para ver quem ficaria mais magra tornou-se o maior pesadelo de duas adolescentes reféns de seus próprios corpos. Ao negar seu problema, Lia impõe a si mesma um regime cruel em que contar calorias não é o bastante. Ao omitir seu desespero, apela ao autoflagelo numa tentativa premeditada de aliviar seus tormentos. Seus pais e sua madrasta tentam ajudá-la a qualquer custo, mas nem mesmo sua doce irmã, Emma, consegue fazer com que Lia pare de se destruir. Agora, Lia precisa encontrar um modo de lidar com todos os seus fantasmas, e a morte de Cassie é um deles."

Esses dias, eu li um livro que eu achei que vocês iriam gostar. Vocês amam "hot's", certo? Seria basicamente uma fic cheia deles. Hahaha 
Eu queria substituir Slammed por ela, ou talvez postá-la antes ou depois.
Mas, primeiro, preciso resolver logo esse problema com o Word.
Rezem/orem para eu conseguir consertar isso logo, ok?!

Amo vocês,
Yumi H.

Eu só espero que vocês não esqueçam do blog, por causa da demora ):

terça-feira, 20 de agosto de 2013

What do I do????

Gente... eu tinha 2 caps prontos para serem postados aqui na sexta, mas acabou que fiquei sem tempo e não deu. Sábado, minha amiga veio pra cá, e novamente não deu pra postar. No domingo, eu tinha tempo de sobra, porém, adivinhem o que aconteceu??
O MICROSOFT WORD NÃO QUERIA ABRIR.
NÃO. QUERIA. ABRIR. NEM. COM. MAGIA. NEGRA.
Eu tentei fazer a praga funcionar, mas nada.
Eu ainda não consegui resolver isso e ESTOU FURIOSA.
Eu tive várias ideias pra continuar a fic que eu estava escrevendo,mas cadê que o Word presta?? Só escrevendo mesmo em um bloquinho para eu não esquecer...
Anyway, quero acabar de postar Easy logo, entretanto parece que o mundo está conspirando contra mim.
Bom, eu só vim aqui mesmo pra explicar esse pequeno e inconveniente acontecimento.

Postarei assim que puder, e faço outra MARATONA. Ok?!
Tenho que compensar vocês de alguma forma hahaha

See y'all later ;)

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Sobre próximo capítulo

Vou postar amanhã (sexta-feira), ok?!
E a noite - de sexta - eu vou ver MAR DE MONSTROS no cinema e eu to pirando por isso, porque esperei demais por esse momento e espero tanto que o novo diretor não tenha cagado o filme como o que fez Percy Jackson e o ladrão de raios... Quem aqui é semideusa como eu??? *-* hahaha No one cares, Yumi. Just shut your mouth.

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Easy - Capítulo 8 (Maratona 5/5)

A batida de Joseph era leve. Eu estava tão nervosa que estava tremendo quando me levantei para atender a porta.
Ele disse que queria me esboçar, mas eu não tinha certeza se isso era tudo o que ele queria fazer, ou se era um código para mais. Selena nunca iria escutar o fim de tudo se eu o tivesse em nosso quarto e pelo menos não o beijasse, mas Joseph não me parecia o tipo de cara que geralmente parava no beijo. Muitas garotas viam a faculdade como uma espécie de período exploratório, e muitas estariam mais do que felizes em explorar Joseph. Mas tinha me levado mais de um ano para trabalhar até o sexo com Kennedy, e ele era o único cara que eu já tinha dormido. Eu não estava pronta para ir por aí com Joseph, não ainda de qualquer maneira, recuperação ou não.
Eu respirei.
Ele bateu de novo, um pouco mais forte, e eu parei de pensar e abri a porta.
Franjas do cabelo escuro fora de seu gorro cinza escuro. Na iluminação difusa do corredor, seus olhos assumiram a qualidade quase incolor que tiveram na primeira noite, quando ele olhou para a minha caminhonete depois que ele brigou com Buck. Ele encolheu os ombros, as mãos nos bolsos da frente, o caderno de desenho debaixo um braço.
— Hey! — Ele disse.
Dei um passo atrás para o quarto, segurando a porta aberta. Olivia e Rona estavam apoiadas na porta de seu quarto do outro lado do corredor, analisando Joseph e boquiabertas para mim, vendo ele entrar no meu quarto enquanto Selena não estava. Olivia arqueou uma sobrancelha e olhou para sua companheira de quarto. O andar inteiro saberia que eu tinha um cara quente no meu quarto em cinco minutos.
Eu o deixei entrar e bati a porta quando Joseph jogou seu caderno de desenho na minha cama e pôs-se no centro do quarto, que parecia encolher com ele lá. Sem se mexer, ele examinou o lado de Selena do quarto, as paredes sobre a sua cama coberta de fotos, as letras Gregas de sua irmandade acima das letras brilhantes de seu nome. Aproveitando-se de sua distração, estudei-o: botas de cowboy, arranhadas no inferno, jeans desgastados, moletom cinza com capuz. Ele virou a cabeça para examinar o meu lado do quarto, e eu olhava para o perfil de sua mandíbula recentemente barbeada, lábios entreabertos, cílios escuros.
De frente para mim, seus olhos se moveram sobre mim e depois para o notebook na minha mesa, que eu tinha ligado a um pequeno conjunto de alto-falantes. Eu configurei uma playlist da minha coleção para tocar tranquilamente. Outra das sugestões de Selena. Ela intitulou a lista de OBBP, e eu esperava que ele tardiamente não inspecionasse a lista e perguntasse o que isso significava. Eu não diria a ele, claro, mas o meu propenso rubor iria provavelmente incinerar.
— Eu gosto desta banda. Você os viu no mês passado? — Ele perguntou.
Kennedy e eu os tínhamos visto, na noite da verdade, antes que terminamos. Eles foram uma das nossas bandas locais favoritas. Ele tinha estado estranho naquela noite. Distante. Nos shows, ele normalmente aconchegava minhas costas em seu peito, as pernas abertas apenas o suficiente para acomodar os meus pés entre os seus, seu braço em volta bloqueando o meu. Em vez disso, ele estava ao meu lado, como se fôssemos amigos. Depois que terminamos, eu percebi que ele decidiu antes da noite que sua reserva foi a evidência do muro entre nós, eu só não tinha visto ainda.
Eu balancei a cabeça, vencendo Kennedy dos meus pensamentos.
— Você viu?
— Sim. Não me lembro de ver você lá, mas estava escuro, e eu talvez tivesse tomado uma ou duas cervejas. — Ele sorriu, dentes brancos, apenas imperfeito o suficiente para indicar que ele não tinha sofrido com a ortodontia como eu tinha.
Tirou o gorro e o deixou cair na minha cama, ele colocou o lápis em seu caderno de desenho e deslizou as mãos pelo seu cabelo achatado, e em seguida o sacudiu, resultando em uma aparência desarrumada pelo sono. Bom Deus! Quando ele puxou o capuz sobre a sua cabeça, sua camiseta branca levantou um pouco com isso, e eu tive a minha resposta sobre o quão longe as tatuagens se estendiam. Quatro linhas escritas, pequenas demais para ler, serpenteavam em torno de seu lado esquerdo. Algum tipo de desenho Celta equilibrando-se nele na direita. Bônus: eu já sabia o que Selena queria dizer com abdominal digno de lamber.
O moletom se juntou ao gorro, e sua camiseta caiu de volta no lugar. Pegando o caderno de desenho e o lápis, ele se virou para mim e notei que a tinta em seus antebraços continuava ao longo de seus bíceps e sob as mangas curtas de sua camiseta.
— Onde você me quer? — Mais fôlego do que eu pretendia, a minha pergunta parecia uma proposta de bronze. Uau. Eu poderia ser mais óbvia? Talvez eu devesse sair e perguntar se ele queria ser o meu reserva de Kennedy, sem amarras.
Minhas entranhas ficaram líquidas com o seu fantasma de um sorriso, o que foi se tornando mais e mais familiar.
— Na cama. — Ele disse, sua voz rouca.
Oh, Deus!
— Tudo bem. — Eu me movi para empoleirar na beira do colchão enquanto ele varreu o moletom e o gorro para o chão. Meu coração disparou à espera.
Ele olhou para mim, inclinando a cabeça para o lado.
— Hum. Você está muito preocupada. Nós não temos de fazer isso se você não quiser.
Nós não temos que fazer o que? Eu pensei, desejando que eu pudesse perguntar-lhe se me usar como modelo foi um pretexto, e lhe dizer que se fosse assim, era uma pretensão que ele não tinha necessidade de manter. Eu olhei nos olhos dele.
— Eu quero.
Ele enfiou o lápis sobre sua orelha, olhando não convencido.
— Mmm. Em que posição seria a mais confortável para você?
Eu não podia dizer em voz alta às respostas que surgiram em minha cabeça a essa pergunta, mas o rubor que se espalhou pelo meu rosto como um incêndio falou por mim. Ele pegou o lábio inferior entre os dentes, e eu tinha certeza que era para conter uma risada. A mais confortável posição? Que tal com a minha cabeça presa debaixo de um travesseiro?
Ele olhou em volta do meu quarto e foi sentar-se no chão, contra a parede, de frente para o pé da minha cama. Joelhos para cima, o caderno de desenho em suas coxas, ele estava exatamente como eu imaginei na aula no outro dia. Só que ele estava no meu quarto, não no seu.
— Deite-se de barriga para baixo e descanse sua cabeça em seus braços, de frente para mim.
Fiz o que ele me disse.
— Gostou?
Ele acenou com a cabeça, olhando para mim como se absorvendo detalhes ou em busca de falhas. Vindo de joelhos, ele se aproximou o suficiente para passar seus dedos através do meu cabelo e deixá-lo cair sobre meu ombro.
— Perfeito! — Ele murmurou, correndo de volta para a sua posição contra a parede, alguns metros de distância.
Eu olhei para ele conforme ele esboçava, seus olhos se moviam para trás e para frente do meu rosto para o caderno de desenho. Em algum momento, seu olhar começou a se mover sobre meu corpo. Como se seus dedos deslizassem sobre meus ombros e nas minhas costas, minha respiração ficou presa na minha garganta e eu fechei os olhos.
— Caindo no sono? — Sua voz era suave. Próxima.
Abri os olhos para encontrá-lo de joelhos ao meu lado, sentado sobre os calcanhares. Meu coração acelerou novamente em sua proximidade.
— Não.
Ele deixou o caderno de desenho e o lápis no chão atrás dele.
— Você já... Fez?
Ele balançou a cabeça ligeiramente.
— Não. Eu gostaria de fazer outro, se você não se importa. — No meu aceno, ele disse: — Vire de costas.
Rolei lentamente, com medo de que ele seria capaz de ver o meu coração batendo através da minha camiseta fina. Ele pegou o caderno de desenho e o lápis no chão e se levantou. Olhando para baixo, ele deixou seus olhos vaguearem sobre mim, e eu me sentia vulnerável, mas não em perigo. Eu sabia muito pouco sobre ele, mas havia uma coisa que eu sentia inequivocamente: segura.
— Eu vou arrumar você, tudo bem?
Eu engoli.
— Uh... claro. — Minhas mãos estavam agarradas a minha caixa torácica, meus ombros curvados quase aos meus ouvidos. O que, não é assim que você me quer posicionada? Eu mal contive o riso nervoso que borbulhava com o pensamento.
Seus dedos cercaram o meu pulso mais próximo dele, e ele trouxe o meu braço sobre a minha cabeça, inclinou-o como se tivesse sido jogado para trás. Tomando a mão oposta, ele espalmou meus dedos sobre meu abdômen, sentou-se, olhou para mim um momento, e depois se moveu, também, sobre a minha cabeça, cruzando meus pulsos, como se eu estivesse presa. Eu lutava para respirar normalmente. Impossível!
— Eu vou mover sua perna. — Ele disse, seus olhos nos meus, me esperando assentir. Suas mãos em meu joelho, ele inclinou-o, deixando-o nivelado contra o colchão. Ele pegou o caderno de desenho e virou a página. — Agora, incline o seu rosto em minha direção o queixo um pouco para baixo, está bom. E feche os olhos.
Eu lutei para permanecer relaxada, sabendo que, enquanto eu ouvia o risco do lápis através da página, ele não ia me tocar. Eu estava imóvel, os olhos fechados, ouvi o raspar do lápis no papel, interrompido pelo passar suave de seu dedo manchando uma linha ou uma sombra.
Do notebook na minha mesa, minha caixa de entrada fez um som, e meus olhos brilharam aberto. Sem pensar, me levantei sobre os meus cotovelos. Jace? Mas não havia maneira que eu pudesse verificar.
Joseph estava me observando de perto.
— Você precisa verificar isso?
Jace ignorou meu e-mail toda à tarde, quando no passado ele tinha respondido tão prontamente que eu provavelmente estava mimada. Mas Joseph estava sentado no meu quarto. Na minha cama. Deitei-me, voltei meus braços à sua posição anterior, e eu balancei a cabeça. Eu não fechei os olhos desta vez, e ele não pediu para que fechasse.
Ele voltou a esboçar, concentrando-se em minhas mãos por um longo tempo, e depois no meu rosto. Ele olhou nos meus olhos, e de volta para o exame intenso de seu desenho. Quando ele olhou para minha boca por longos momentos e desenhou, olhando, desenhando, olhando, eu queria chegar, pegar sua camiseta, e puxá-lo para mim. Minhas mãos apertaram involuntariamente e seu olhar varreu para lá e voltou.
Com os olhos brilhando, ele olhou para mim.
— Demetria?
Eu pisquei.
— Sim?
— A noite que nos conhecemos... Eu não sou como aquele cara. — Sua mandíbula estava rígida.
— Eu sei que... — Ele colocou um dedo sobre meus lábios, sua expressão se suavizando.
— Então eu não quero que você se sinta pressionada. Ou subjugada. Mas eu, com certeza, quero te beijar agora. Desesperadamente. — Ele arrastou seu dedo sobre a minha mandíbula e na minha garganta, e depois em meu colo.
Eu olhei para ele. Finalmente compreendendo que ele estava esperando por uma resposta, eu disse:
— Ok.
Ele deixou cair o caderno de desenho no chão e o lápis o seguiu, seu olhar nunca saiu do meu. Quando ele se inclinou sobre mim, senti uma intensa consciência de cada parte do meu corpo que tocou uma parte do seu, a beira de seu quadril pressionando o meu, seu peito deslizando contra o meu, seus dedos passando dos pulsos para antebraços e emoldurando meu rosto. Ele me segurou no lugar, os lábios perto do meu ouvido. Quando ele beijou o ponto sensível, minha respiração estremeceu.
— Você é tão bonita! — Ele sussurrou, movendo sua boca para a minha.
Seus lábios eram quentes e firmes, pressionando contra os meus, e quando sua língua começou um ataque contra a linha suave dos meus lábios, eu os abri. Sua língua se aprofundando em minha boca, as mãos viajavam em direções opostas, uma foi para os meus pulsos ainda cruzados, pressionando-os no colchão acima da minha cabeça, a outra deslizava pelo meu lado, cavando em minha cintura. Ele me beijou mais forte, reivindicando as respostas que ele persuadiu de mim.
Minha cabeça girava, e eu estava puxando rajadas curtas de ar como se eu estivesse surgindo a cada poucos segundos antes do mais profundo mergulho. Apenas quando eu pensei que não poderia tomar a intensidade, ele diminuiu a pressão e chupou meu lábio inferior suavemente, roçou sua língua sobre ele, e então ele repetiu o movimento. Eu mexia abaixo dele e sua língua escorregou entre meus lábios novamente e repetiu o seu exame mais detalhado acariciando minha língua, os dentes, o céu da minha boca.
Se alguém tivesse perguntado, Como isso se compara a beijar Kennedy? Eu teria respondido: “Quem”?
As mãos de Joseph agarraram meus pulsos e colocou meus braços em volta de seu pescoço. Respondendo fazendo algo que eu tinha sonhado em fazer mais do que uma vez, eu passei minhas mãos em seu cabelo, despenteando-o ainda mais. Ele me puxou para ele, me pegando em seu colo quando ele deslizou de costas contra a minha pilha de travesseiros na cabeceira da cama estreita, um pé calçado ainda no chão, o outro movendo sob mim. Inclinando-me para trás, com a mão segurando a minha cabeça, ele beijou um caminho no meu pescoço até o V da minha camiseta. Minha cabeça caiu para trás enquanto eu ofegava tentando formar um pensamento racional.
Sua mão à deriva sob minha camiseta deslizando ao longo de minhas costelas, vagueando sobre o bojo de cetim do meu sutiã, seus dedos roçando a pele acima, as curvas da carne, a fenda entre meus seios aumentada pela minha posição curvada. Empurrando a barra da camiseta acima dos meus seios, ele moveu os lábios para os lugares onde seus dedos tinham estado e passou a língua ao longo da linha da pele exatamente acima da borda do meu sutiã.
Minhas mãos apertaram em seu cabelo enquanto seus dedos deslizaram o fecho da frente. Eu não tinha usado esse sutiã de fácil acesso por essa razão? Meu corpo queria, mas a minha mente protestou no primeiro beijo, me envergonhando, de quê?
A voz de Selena na minha cabeça disse: “Chute o inferno fora dele!” E eu bloqueei uma risada inoportuna.
Joseph levantou a cabeça e levantou uma sobrancelha para mim.
— Cócegas? — Ele perguntou incrédulo.
Eu estava completamente horrorizada, e não poderia imaginar uma tragédia maior nesse momento do que ter cócegas nos seios, a menos que ele estivesse tendo o senso de humor mais estúpido do planeta. Mordi o lábio, tentando não rir de novo, pensando, Oh meu Deus! Eu balancei a cabeça.
Seu olhar moveu para meus dentes prendendo meu lábio inferior.
— Você tem certeza? Porque ou é isso... Ou você achou minhas técnicas de sedução... Engraçadas.
Eu grunhi e ri incapaz de me conter, e ele balançou a cabeça enquanto me sentei no colo dele, metade do meu seio nu, fiquei mortificada. Eu tirei minha mão do seu cabelo e bati com ela na minha boca imprudente.
Então, ele sorriu. Atrás da minha mão, eu sorri de volta, implorando silenciosamente para não me fazer rir de novo, porque apenas sob a superfície, a histeria reprimida estava se preparando para um motim.
— Talvez eu deva apenas fazer cócegas em você e acabar com isso. — Ele pareceu meditar sobre a ideia.
— Por favor, não! — Eu disse, alarmada. Como a maioria das pessoas, eu não era uma visão atraente quando faziam cócegas em mim. Eu sabia disso, porque minha tia tinha filmado o idiota do meu primo mais velho me fazendo cócegas e eu me contorcendo, implorando bagunça no meu décimo primeiro aniversário. Meu rosto virou um escarlate manchado, cuspe à direita do canto da minha boca, e os sons de protesto que eu proferi eram quase desumanos.
— Não?
— Não. Por favor, não!
Suspirando, ele pegou a minha mão na frente do meu rosto e apertou-a contra seu peito, inclinando-se rapidamente e me beijando. Eu notei que ele tinha cuidadosamente puxado minha camiseta de volta, embora isso não o impedisse de acariciar com a ponta dos dedos em toda a minha barriga por baixo, ou apalpando meus seios através do sutiã, seu polegar acariciando um mamilo enquanto sua boca se movia com a minha, me deixando tonta. Contra a minha mão, seu coração batia no mesmo ritmo que o meu.
Eu esqueci de rir.

***

Meus lábios estavam sensíveis e formigando. Tocá-los levava a um ataque súbito de doces memórias, suas mãos, e o que elas haviam feito em conjunto com a sua boca, os beijos enlouquecedores, e as poucas palavras que ele tinha falado: Você é tão bonita!
Eu queria ver os desenhos, então ele me mostrou. Eles eram bons. Surpreendentemente bons. Eu disse isso a ele e ganhei seu escasso sorriso.
— O que você vai fazer com eles? — Eu perguntei, mais do que um pouco tardiamente.
— Refazê-los em carvão, provavelmente.
Eu esperei por mais.
— E então?
Ele deu de ombros em seu moletom e olhou para mim.
— Prendê-los na parede do meu quarto?
Meus lábios se separaram, mas eu não tinha ideia do que dizer. Parede do quarto?
Seus olhos voltaram para o caderno de desenho, folheando para o segundo desenho.
— Quem não gostaria de acordar olhando isso?
Essa declaração teve uma chance de 99 por cento do significado que parecia sugerir, mas eu não tinha certeza o suficiente para responder na mesma moeda, então eu não disse nada. Ele fechou o caderno de desenho e colocou-o na estante perto da porta. Levando meu queixo em sua mão, ele esfregou o polegar sobre meu lábio inferior, suavemente.
— Ah, merda! — Ele retirou a mão e olhou para seus dedos. — Eu esqueci o jeito que as minhas mãos ficam depois desenhar. — Ele olhou para a minha camiseta. — Você pode ter pequenas marcas cinza... Em todos os lugares.
Supondo que eu já tinha um lábio cinza e linhas possivelmente fracas de cinza em toda a minha barriga e as curvas superiores dos meus seios, eu não conseguia pensar o que dizer além de:
— Oh!
Ele cerrou os punhos, colocando um embaixo do meu queixo para levantar de novo e usou a outra para puxar-me mais perto.
— Não se preocupe, não há dedos. — Arrastando meu corpo contra o dele, ele me beijou, de costas contra a porta do meu quarto. Nesta posição, não havia como esconder o que seu corpo queria de mim. Eu pressionei contra ele, e ele gemeu em minha boca e arrancou sua boca da minha, a respiração entrecortada. — Eu tenho que ir agora, ou eu não irei.
Este era o momento para eu dizer que ficasse, mas eu não podia. Kennedy passou pela minha mente, dizendo algo, oh tão semelhante não muito tempo atrás. Ainda mais insano era o pensamento de Jace, e um possível e-mail que esperava por mim. Nenhuma dessas coisas importava. Não neste momento.
Joseph se endireitou e limpou a garganta. Beijando minha testa e a ponta do meu nariz, ele abriu a porta.
— Mais tarde. — Ele disse, e foi embora.
Segurei o batente da porta e o vi caminhar, puxando o gorro sobre o cabelo desgrenhado. Toda garota, quando ele passou, encarou-o. Algumas se voltaram e assistiram até que chegou à porta da escada, antes de virarem a cabeça ao redor para ver de onde ele tinha vindo. Voltei para o meu quarto e deixei-as para a sua especulação.
O e-mail que nos interrompeu não era de Jace, era de mamãe e continha itinerário dos meus pais para a sua viagem de esqui para o Colorado. Uma viagem de esqui que eu não tinha sido convidada para participar. A viagem de esqui prevista para o fim de semana no meio do semestre que eu tinha planejado passar em casa — um fim de semana de férias, por incrível que pareça.
Ainda assim, eu tive um momento difícil incitando toda raiva real quando eu abri o e-mail, por duas razões. Um, eu estava estranhamente desapontada que não era Jace o nome na minha caixa de entrada, e dois, eu estava tão inebriada de ser completamente beijada por Joseph que eu não me importava com o feriado de 11 dias no futuro, ou como eu estaria passando ele.

***

Na noite de domingo, eu estava comendo colheradas de manteiga de amendoim no jantar, assistindo Ele Não Está Tão a Fim de Você, e dizendo a mim mesma que eu não era claramente uma exceção à regra de ninguém. Jace ainda não tinha mandado um e-mail, e eu não tinha ouvido falar de Joseph, também. Selena deveria voltar a qualquer momento, e eu estava ansiosa por sua turbulenta presença colorida em nosso quarto. Muita tranquilidade me deixou deprimida e consumindo manteiga de amendoim como refeição.
Minha caixa de entrada fez um som e eu debati pausar ou não o filme para verificar isso. Eu não estava no clima para outro dos esforços de minha mãe para lançar seu remorso sobre me abandonar em um feriado importante. Até agora, ela tentou a lógica “Era o ano para ir com Kennedy” Chantagem emocional “Seu pai e eu não tivemos uma viagem sozinhos em vinte anos”, e um convite relutante de se juntar a eles “Acho que podemos conseguir uma passagem. Mas você teria que dormir no sofá ou uma cama dobrável, porque os quartos estão, sem dúvida reservados.” Ignorei os dois primeiros e disse que não, obrigada ao terceiro.
Qual era a próxima tentativa de me comprar? A proposta de uma viagem de compras não seria fora de questão se ela não tivesse usado antes. Na semana passada, eu tinha um par de botas compradas online com meu salário da aula particular e minha mesada não daria exatamente para cobrir. Parei o filme e cliquei na minha caixa de entrada. Bingo. Mas não era minha mãe. Jace.

Demetria,
Estou feliz que você sentiu-se confiante sobre o teste. Sempre que você começar um rascunho junto do seu trabalho, eu ficaria feliz em dar uma olhada antes de você definir. Anexei a planilha para a sessão de amanhã, que eu acabei de fazer. Se você tem alguma dúvida, deixe-me saber.
JM

Reli o e-mail, fazendo beicinho. Não havia nada remotamente de paquera nele. Ele poderia ter vindo de um professor. Ele não explicava por que levou todo fim de semana para me responder, quando ele geralmente atendia dentro de um par de horas, se não antes. Ele não me provocou sobre qualquer coisa, ou fez qualquer pergunta não relacionada a economia. Eu me senti como se eu tivesse imaginado cada fragmento de familiaridade que tínhamos desenvolvido ao longo do último par de semanas.

Jace,
Obrigado. Vou mandar o projeto na manhã de sábado. Espero que tenha tido um fim de semana agradável.
DL

Demetria,
Recebê-lo no sábado para mim está bem. Eu vou tentar entregá-lo para você rapidamente para que possa entregá-lo para o Dr. H antes do intervalo. Meu fim de semana foi bom.
Especialmente sexta-feira. Como foi o seu?
JM

Jace,
Bom. Um pouco solitário (minha colega de quarto estava fora da cidade todo fim de semana, é só ela chegar em casa e estará repleto dela me contado tudo sobre ele), mas produtivo. Obrigado novamente por toda sua ajuda.
DL

Selena deveria voltar a qualquer momento, e eu estava ansiosa por sua presença, violenta e colorida em nossa sala. Muita tranquilidade me deixou deprimida e condimentos consumidores de refeições.

~*~

Comentem, amores <3

Easy - Capítulo 7 (Maratona 4/5)

Joseph estava 15 minutos atrasado para a aula na sexta-feira, e nós tivemos um teste surpresa que foi a primeira coisa que ele perdeu. Meu primeiro pensamento foi irresponsável como foi perder um teste... E então lembrei de que eu perdi um exame parcial. Eu não conseguia exatamente apontar nenhum dedo.
Ele escorregou pela porta dos fundos quando o Dr. Heller caminhou até o corredor central, pegando os testes. Ele pegou as pilhas da fila esquerda e depois se virou para a direita, onde Joseph sentou.
— Eu preciso ver você depois da aula. — Ele disse, em voz baixa.
Inclinando a cabeça uma vez, Joseph puxou seu texto de sua mochila e respondeu no mesmo tom suave.
— Sim, senhor.
Eu não olhei para ele durante o resto da aula, e quando acabou ele arrumou a mochila e caminhou pelo corredor do lado de fora para frente. Enquanto esperava que o Dr. Heller terminasse sua conversa com outro estudante, o olhar de Joseph levantou e me achou. Seu sorriso era tão ilegível, como sempre. Mas seu olhar estava focado, fixando-me como um dardo a uma placa.
Voltando sua atenção para o nosso professor, ele quebrou o olhar. Eu soltei a respiração que eu não tinha percebido que eu estava segurando e escapei da sala de aula, indecisa sobre se devia ou não ir ao Starbucks naquela tarde.
Eu considerei o teste, e eu justamente arrasei, graças à insistência de Jace que eu completasse a planilha que ele enviou duas noites atrás. Fazendo essa planilha tinha sido todos os tipos de ajuda em um teste que ele deve ter conhecido. Eu não acho que ele passou dos limites e me disse algo que não devia, mas seus dedos do pé estavam definitivamente na linha. Para mim. Arrastado e invisível entre milhares de outros estudantes no enorme campus, fiquei impressionada com o fato de que, por alguma razão, ele tinha saído de seu caminho para me ajudar. Por alguma razão, eu lhe importava.
Selena: Nick e eu estamos saindo em breve. Você vai ficar bem neste fim de semana? Você está indo para SB esta tarde, CERTO? Se ele pedir para sair, vá com ele. Redefina o seu paladar! Não esqueça que você vai ter o espaço para si mesma no fim de semana. *piscando os olhos”.
Eu: Vocês se divirtam. Eu vou ficar bem! Eu mandarei notícias.
Selena: É melhor! Eu estarei de volta domingo à tarde. Ou à noite, dependendo do nível de ressaca no domingo de manhã. Hehe. Mando um SMS mais tarde.

Eu tinha esquecido que a viagem de Selena com Nick era nesse fim de semana. Seu irmão estava em uma banda, e eles estavam tocando em um festival amanhã perto de Shreveport, então eles tinham reservas em uma hospedagem domiciliar para o fim de semana. Selena disse a Maggie e a mim sobre isso no mês passado, enquanto esperamos para ver Mercúrio e Vênus através de um telescópio durante um laboratório de astronomia numa noite.
— Uma hospedagem domiciliar? — Maggie arqueou uma sobrancelha. — Qual é o próximo, toalhas monografadas?
Selena fez uma careta.
— É romântico!
— Exatamente! — Maggie riu. — E você está indo com Nick. Como você mesmo fala Sr. Esportes Estatísticas em que afinal?
Os lábios cheios de Selena curvaram-se um pouco afetadamente e ela penteava o cabelo com a mão, tão vermelho que eu poderia dizer a sua cor, mesmo em pé neste campo escuro em nos arredores da cidade.
— Eu disse a ele que a hospedagem domiciliar tem uma banheira de hidromassagem enorme, e que eu estaria disposta a fazer coisas pecaminosas indescritíveis para ele nela.
Um som estrangulado veio de um dos dois caras nerds atrás de nós na fila, ambos com expressões torturadas e olhando para Selena. Nós sufocamos o riso. Maggie suspirou.
— Pobre Nick. Ele nunca teve uma chance... Ele vai estar de pé na frente de um monte de gente dizendo “eu” um dia saberei como isso aconteceu.
— Ugh! Acho que não. Já é hora de acalmar, eu estou ficando como... — Selena olhou por cima do ombro para os bisbilhoteiros atrás nós. — Como um deles.
Os meninos se entreolharam e ficaram um pouco mais retos. Com um sorriso em direção a Selena, eles bateram o punho um com o outro.

***

Eu duvidava que Selena me daria um segundo pensamento durante seu fim de semana romântico. Eu estava no meu próprio. Eu deliberei, finalmente virei para a União dos Estudantes enquanto puxava o meu casaco mais apertado contra o frio súbito de novembro. A festa da fraternidade desse fim de semana não seria de janela aberta, não que eu saiba em primeira mão. Não havia nenhuma maneira no inferno que eu fosse a nenhum lugar que Kennedy poderia estar. Ou Buck.
O cheiro de café invadiu meus sentidos, à frente o Starbucks ficou à vista. Dobrando a esquina, meus olhos foram para o balcão, onde dois funcionários estavam conversando. Quando eu não vi Joseph, eu perguntei se ele tinha trocado de turno e esqueceu-se de me mandar um SMS.
Havia apenas um punhado de clientes, um dos quais era o Dr. Heller, lendo o jornal no canto. Eu não tinha nada contra o meu professor, mas eu não quero que ele exatamente fosse testemunha das minhas tentativas de namoro com o cara que pulou o teste e foi chamado para fora por ele ainda esta manhã. Eu estava logo atrás de uma vitrine de canecas e copos de viagem.
Assim como ele tinha feito segunda-feira, Joseph empurrou a porta para trás, os meus olhos o examinavam. Meus dedos das mãos e pés formigavam com a visão dele. Debaixo do avental verde, usava uma leve camiseta azul bem aderente, de mangas compridas, não o moletom da faculdade com a marca que ele tinha usado esta manhã em sala de aula. As mangas da camiseta foram empurradas até os cotovelos novamente, deixando as tatuagens visíveis. Fui para o balcão, meus olhos deslizaram de seus antebraços para seu rosto. Ele não tinha me visto ainda.
Uma das garotas na registradora endireitou.
— Posso ajudar? — Sua voz tinha uma nota de aborrecimento, como se ela estivesse estalando os dedos para chamar minha atenção.
— Eu vou atendê-la, Eve. — Joseph disse, e ela deu de ombros e voltou para a sua conversa com a sua colega de trabalho, mas ambas me olharam com ainda mais hostilidade do que um momento antes. — Hey, Demetria!
— Oi!
Ele olhou para o canto onde o Dr. Heller estava sentado.
— O que eu posso fazer por você?
Seu tom não era o tom de um cara que tinha especificamente me pedido para vir. Talvez ele estivesse se comportando prudentemente para o benefício de seus colegas de trabalho.
— Hum, um grande Americano, eu acho.
Ele pegou o copo da pilha e fez a bebida. Eu tentei lhe entregar meu cartão, mas ele balançou a cabeça uma vez.
— Tudo bem. É por minha conta.
Suas colegas de trabalho trocaram um olhar que eu fingia não ver.
Agradeci e me retirei para o lado oposto da loja onde o Dr. Heller estava, configurando meu notebook para trabalhar no meu projeto de economia. Eu tinha que recolher informações de várias fontes para defender a posição que meu trabalho de pesquisa foi tomando. Tinha que entregar antes do recesso de Ação de Graças, menos de duas semanas. Não importava se tivesse que fazer outro exame parcial, seria cedo demais.
Depois de uma hora, eu tinha uma dúzia de fontes salvas nos meus favoritos sobre os atuais acontecimentos econômicos internacionais, meu café se foi, e Joseph não tinha vindo mais uma vez. Eu era esperada no colégio para as minhas semanais aulas de baixo de sexta-feira à tarde em meia hora. Desliguei meu notebook, me virando para desconectar o cabo de energia da parede.
— Sra. Lovato. — Na saudação inesperada do Dr. Heller, eu pulei, derrubando meu copo felizmente vazio. — Oh! Sinto muito ter assustado você!
— Ah, tudo bem. Eu estou um pouco nervosa de, uh, o café. — E de pensar por um segundo que você era Joseph.
— Eu só queria que você soubesse que o Sr. Maxfield me disse que você está quase alcançando, e fazendo progresso no projeto. Fico feliz em ouvir isso. — Ele baixou a voz e olhou em volta conspirando. — Meus colegas e eu realmente não queremos deixar ninguém falhar, você sabe. Nosso objetivo é assustar, quero dizer incentivar os menos, er, estudantes sérios a produzir. Não que eu acredite que você é um desses.
Eu devolvi o sorriso.
— Eu entendo.
Ele se endireitou e limpou a garganta.
— Bom, muito bom. Bem, neste ponto, tenha um fim de semana produtivo. — Ele riu de sua piada e eu consegui evitar revirar os olhos.
— Obrigada, Dr. Heller!
Ele caminhou até o balcão e falou com Joseph quando tirei o cabo de energia e arrumei o notebook na mochila. A conversa entre eles foi sincera, e eu estava preocupada, quando o Dr. Heller gesticulou em minha direção, pelo menos uma vez. Gostaria de saber se o nosso professor acreditava que Joseph era um desses alunos menos sérios que poderia intimidar a se tornar mais dedicado. Se for assim, eu não queria ser usada como uma espécie de exemplo.
Assim que saí, olhei por cima do meu ombro, mas Joseph não moveu seu olhar do meu caminho em tudo, e sua expressão era tensa. Seu colega de trabalho, limpando um contador a poucos metros de distância, sorriu para mim.
Quando saí do colégio, duas horas depois, eu liguei meu telefone, esforçando-me para olhar para frente para um fim de semana sozinha enquanto o ligava. Claramente, a ida para a Starbucks foi um fracasso. Joseph tinha sido, se possível, ainda mais intrigante e cauteloso do que era antes.
Enquanto trabalhava no projeto, eu tinha enviado um e-mail para Jace lhe agradecendo o envio da planilha de quarta-feira, e por insistir que eu fizesse isso. Não querendo provocar um possível complexo de culpa, não me referi diretamente à dica que ele conscientemente me deu, no caso dele ser o tipo de cara rigorosamente honesto que ele parecia ser. Eu não tinha ouvido falar dele desde quarta-feira, mas talvez ele fosse me mandar um e-mail esta tarde ou esta noite. Talvez ele estivesse livre nesse fim de semana, e nós poderíamos finalmente nos encontrar.
Eu tinha um SMS de Selena que ela e Nick tinham chegado a Shreveport, juntamente com muitas insinuações sobre o que eu poderia fazer com um quarto só pra mim, e mamãe mandou um SMS para perguntar sobre meus planos de Ação de Graças. Kennedy e eu alternávamos passar o dia em sua casa ou na minha, nos últimos três anos. De alguma forma, isso se traduziu em confusão sobre se eu estava voltando para casa este ano ou não. Quando eu mandei uma SMS para ela de volta dizendo que sim, terminar com um cara geralmente significa nenhum feriado mais compartilhado, eu esperava um pedido de desculpas a seguir. Eu deveria ter sabido melhor.

Mãe: Não seja arrogante. Seu pai e eu planejamos e pagamos por uma viagem de fim de semana para Breckenridge, porque pensamos que poderia ficar no Moore. Eu acho que nós vamos ter que cancelar.
Eu: Vá em frente e viagem com o papai. Eu vou voltar para casa com Selena ou algo assim.
Mãe: Ok. Se você tem certeza.
Eu: eu tenho certeza.

Uau. Rompi com o meu namorado, e a mamãe na primeira chance tangível de me dar apoio, ela e meu pai estão decolando sozinhos para ir esquiar. Maneira para me fazer sentir querida e incluída, mãe. Como se a rejeição de Kennedy não fosse o suficiente para lidar, tem a deles. Jesus.
Joguei meu telefone em um vazio suporte de copo e dirigi de volta ao campus, preparada para assistir TV e trabalhar na economia todo fim de semana.
Quando cheguei ao meu quarto, eu vi que o Joseph tinha mandado um SMS enquanto eu estava voltando.

Joseph: Desculpe, eu não disse adeus.
Eu: Foi estranho com o Dr. Heller lá eu acho.
Joseph: É.
Joseph: Então, eu gostaria de esboçar você.
Eu: Ah?
Joseph: Sim
Eu: Ok. Não, como, sem roupas ou qualquer coisa né?
Lucas: Haha não. A menos que você esteja pronta para isso.
Lucas: Brincadeira. Esta noite está ok? Ou amanhã à noite?
Eu: Hoje à noite está bom.
Joseph: Legal. Eu posso estar aí em algumas horas.
Eu: Ok.
Joseph: Qual é o seu número do quarto?
Eu: 362. Eu vou ter que deixá-lo entrar no prédio.
Joseph: Eu provavelmente posso entrar. Eu te mando um SMS se não puder.

Easy - Capítulo 6 (Maratona 3/5)

Selena: Você ainda está com seu copo de café?
Eu: Sim?
Selena: Tire a capa
Eu: OMD
Selena: O número de telefone dele?
Eu: Como é que você sabe??
Selena: Eu sou Selena. Eu sei tudo. ;)
Selena: Na verdade, eu só queria saber por que ele escreveu em seu copo, se ele ia fazer a sua bebida.

Se Selena não tivesse me mandado a SMS durante a aula, aquele copo, e o número dele, teriam sido lançados no lixo do corredor.
Então... Joseph não estava escrevendo um pedido desnecessário em meu copo, ele estava me dando o número de seu telefone. Eu o salvei em meu celular, perguntando o que eu deveria fazer com ele. Ligar? Mandar uma SMS?
Eu pensei no que eu sabia sobre ele: ele veio do nada na noite da festa. Depois de por fim ao ataque, alguma característica protetora além o obrigou a me ver com segurança, de volta ao dormitório. Ele de alguma forma sabia o meu nome naquela noite, meu apelido, mas eu nunca o tinha notado antes.
Ele sentava-se na fileira de trás em Economia, desenhando ou olhando para mim em vez de prestar atenção à aula. Sábado à noite, o toque firme de suas mãos quando nós dançamos fez minha cabeça nadar, antes que ele desaparecesse sem explicação. Ele me despiu com os olhos, Selena disse, no meio da Starbucks, onde ele trabalhava. Ele era arrogante e autoconfiante. Tatuado e quente demais para palavras. Ele parecia e agia como o Bad Boy que Selena e Maggie acreditavam que ele fosse.
E agora, seu número estava programado no meu celular. Era como se ele soubesse tudo sobre a Operação Fase Bad Boy, e ele estava tão disposto e ansioso para preencher esse papel como minhas amigas acreditavam que ele estaria.
Mas eu não o conhecia. Eu não sabia o que ele pensava de mim. Se ele pensava em mim. A garota que falou com ele depois da aula, na semana passada, o queria. No clube, as garotas tinham abertamente olhado quando ele passou, algumas delas se viraram em sua trilha para avaliá-lo ainda mais. Ele poderia ter dançado com qualquer uma delas, provavelmente ido para casa com a maioria delas. Por que eu?

***

Jace,
Anexei um esboço do meu trabalho de pesquisa. Se você tiver uma chance, pode verificar se não está muito amplo, ou muito focado? Eu não tenho certeza quantas economias fora dos EUA devo incluir. Além disso, a curva-J é um pouco confusa. Eu sei que só podemos vê-la depois de ocorrido o fato, mas a economia não é baseada na previsão, como o tempo? Quer dizer, quem se importa se nós só podemos ver o que aconteceu após o fato – se o cara do tempo não pode prever o que vai acontecer amanhã, ele provavelmente vai ser demitido, certo?
Eu fiz as planilhas, também. Desculpe, eu estou mandando um monte de coisas para você de uma só vez, e numa segunda-feira. Eu deveria ter enviado mais cedo, mas eu saí com alguns amigos no sábado e não terminei de fazê-las.
DL

Demetria,
Sem problemas. Estou seja trabalhando, estudando ou em sala de aula praticamente todas as horas em que estou acordado. Eu dificilmente notaria que dia é hoje. Espero que tenha gostado de sua noite fora. Eu sei que eu disse inicialmente eu não precisava de detalhes de sua separação (se foi rude, eu não quis dizer isso dessa maneira); deve ter sido ruim para fazer você abandonar a turma por duas semanas. Posso dizer que fugir é atípico para você.
Anexei um artigo do Jornal Wall Street que explica a curva-J melhor do que o texto. Você está absolutamente certa, sem a capacidade de prever, a economia não é economia, é história. E quando a história tem o seu lugar nas probabilidades previsíveis de Economia e Meteorologia (analogia inteligente, a propósito), é pouco útil se você precisa saber se deve ou não investir em moeda estrangeira ou trazer o seu guarda-chuva para a escola.
JM

Eu olhava para o e-mail, tentando não comparar Jace e Joseph. Eles pareciam tão opostos como a noite e o dia, mas eu só conhecia metade de cada um deles. Eu não sabia muito sobre Joseph além de seus olhares marcantes e sua capacidade de dar uma surra alguém. Durante História da Arte, eu encontrei-me perguntando o que teria acontecido naquela interação com Buck, se Joseph estivesse comigo. Gostaria de saber se Buck teria coragem de me olhar assim. Para dizer o que ele disse: — Parece linda. — O pensamento dos olhos frios de Buck me examinando fez meu estômago revirar.
Sentindo-me superficial para me importar, eu especulei novamente como Jace poderia se parecer, e qual o impacto que isso poderia ter sobre o que eu achava dele.
Seus elogios me fizeram olhar para o meu notebook e sorrir. Ele disse que meu ex era um idiota, e agora ele parecia estar interessado na nossa separação. Em mim. Isso, ou eu estava lendo muito nas entrelinhas.

Jace,
Estávamos juntos há quase três anos. Eu nunca imaginei que aconteceria. Segui-o aqui para a faculdade, em vez de tentar uma escola de artes. Meu professor de orquestra quase teve um derrame quando eu disse a ele. Ele me implorou para fazer uma audição no Oberlin ou Julliard, mas não o fiz. Não posso culpar ninguém além de mim. Eu confiei o meu futuro ao meu namorado da escola, como uma idiota. Agora eu estou presa em algum lugar em que eu não deveria estar. Eu não sei se eu acreditava muito nele, ou pouco em mim. De qualquer maneira, bem estupidamente imbecil, né? Então essa é minha pequena história chorosa.
Obrigada pelo artigo.
DL

Demetria,
Não é estúpido. Excessivamente confiante, talvez, mas que reflete na falta de confiabilidade dele, não em sua inteligência. Quanto a estar em algum lugar que você não deveria, talvez você esteja aqui por uma razão, ou não haja razão. Como cientista, eu me inclino para o último. De qualquer maneira, você se livrou de uma. Você tomou uma decisão, agora você tem que tirar o máximo dela. Isso é tudo que você pode fazer, certo? Aproveitando, eu estarei fora para estudar para um teste de mecânica estatística. Quem sabe, talvez eu seja capaz de provar cientificamente que seu ex não é digno de você, e você está exatamente onde deveria estar.
JM

***

Quando Selena entrou pela porta, eu estava meio dormindo e cercada por verbos conjugados em Espanhol, impressos em cartões coloridos. Peguei a maioria deles pouco antes dela saltar para a borda da minha cama.
— Então? Você ligou ou mandou uma SMS para ele? Você usou o material que nós revisamos? O que ele disse?
Eu suspirei.
— Nenhum dos dois.
Ela se deitou na cama, jogando os braços dramaticamente enquanto eu pegava os cartões antes dela amassá-los.
— Você se acovardou!
Eu olhei para as cartas na minha mão. Yo habré, tú habrás, él habra, nosotros habremos... — É, talvez.
— Hmm... Você sabe, isso é até melhor. Não ligue. Faça-o correr atrás de você. — Ela riu da minha testa franzida. — Caras como Nick são muito mais fáceis. Inferno, eu poderia dizer a ele para me perseguir e ele o faria.
Nós rimos com a imagem que ela produziu, porque provavelmente era verdade. Eu pensei em Kennedy. No tipo de cara que ele era. Ele me perseguiu no início, mas ele não teve que tentar muito para me pegar. Eu era totalmente louca por ele, arrastada em seus sonhos e planos, porque ele me fez parte deles. Até algumas semanas atrás.
— Ah, merda, D! Eu sei o que você está fazendo. Não pense nele. Eu vou fazer um chocolate. Volte para... — Ela sentou-se, pegando um cartão que eu não tinha agarrado rápido o suficiente. — Ui, verbos em Espanhol.
Selena encheu as canecas com água da torneira no banheiro e colocou-os no microondas para aquecer. Eu olhei para as cartas borradas na minha mão. Maldito Kennedy! Maldito, maldito! Serviria bem a ele me ver com alguém como Joseph. Alguém tão diferente, mas igualmente quente. Mais ainda, se eu começasse a calcular detalhes.
A Operação Fase Bad Boy estava em prática. Mas eu não liguei para Joseph, ou mandei mensagens para ele. Se Selena estava certa, se ele era um caçador, ele ainda não tinha perseguido o suficiente.
Quando ela me entregou a caneca, eu respirei fundo e sorri. Ela empilhou o meu com marshmallows de nosso pequeno estoque que ambas ocasionalmente atacávamos sem nos preocuparmos em fazer o chocolate.
— Então, se eu não mandar um SMS pra ele, o que é que vem agora?
Ela sorriu e guinchou um pequeno grito triunfante.
— Ele deve estar percebendo a coisa de boa garota que você começou... — Seus olhos se arregalaram. — Demetria, talvez ele tenha percebido você na sala de aula antes da separação. Você trocou de lugar, certo? Tornando-se óbvio que vocês dois terminaram. Isso é perfeito! — Eu estava confusa de novo e ela estava rindo. — Ele já está perseguindo você. Agora tudo que você tem a fazer é continuar correndo. Só não muito rápido.
Eu lambia o chocolate do meu lábio superior.
— Selena, você é perigosa!
Ela sorriu maliciosamente.
— Eu sei!
Quarta-feira, cheguei à sala de aula antes da aula das 08h00min terminar. Assim que a maioria dos estudantes havia entrado pela porta, escorreguei e tomei o meu lugar, determinada a não prestar atenção em Lucas quando ele entrasse. Com esse intuito, eu folheava os meus cartões de estudo, mas eu estava mais do que pronta para arrasar no teste de Espanhol.
Quando Benji deslizou em seu assento à minha esquerda, eu não fiz pausa na minha revisão. Recusei-me a ser distraída de não prestar atenção ao lugar de Joseph, e se ele estava ou não nele.
— Hey, Demetria! — Essa não era a voz de Benji.
Os assentos eram aparafusados ao chão, com mesas de apoio do lado direito. Joseph inclinou-se ligeiramente no lado de Benji, se empurrando muito para dentro do meu espaço. Eu prendi a respiração e me concentrei em deixá-la sair, não parecendo afetada.
— Oh, hey!
Ele mordeu o lábio inferior uma vez, rapidamente.
— Eu acho que você não percebeu o número de telefone em seu copo de café.
Olhei para o meu telefone, colocado na beira do meu livro.
— Eu percebi. — Eu vi a sua reação, sabendo que eu estava praticamente dizendo a ele para me perseguir.
Ele sorriu, seus olhos claros enrugando ligeiramente nos cantos, e eu tentei não desmaiar visivelmente.
— Eu vejo. A recíproca é jogo limpo. Que tal me dar o seu?
Eu arqueei uma sobrancelha para ele.
— Por quê? Você precisa de ajuda em Economia?
Ele mordeu o lábio de verdade dessa vez, sufocando uma risada.
— Dificilmente. O que faz você pensar isso?
Eu fiz uma careta. Eu poderia estar atraída por um cara que se importava tão pouco em ir bem na aula?
— Eu acho que não é da minha conta.
Ele apoiou o queixo na palma da sua mão. As pontas de seus dedos estavam tingidas de cinza, provavelmente por desenhar com o lápis que estava sobre sua orelha.
— Eu aprecio sua preocupação, mas eu quero o seu número por motivos completamente alheios à Economia.
Eu peguei meu telefone, encontrei o seu número e lhe enviei um SMS que dizia: Oi.
— Cara, você está no meu lugar. — O tom de Benji foi inimaginável, mas tranquilo.
O telefone de Joseph vibrou em sua mão e ele sorriu quando o meu SMS apareceu, dando-lhe o meu número.
— Obrigado! — Ele saiu da cadeira e se dirigiu Benji. — Desculpe, cara!
— Sem problemas.
Benji era uma das pessoas mais calmas que eu já conheci. Sua atitude dizia preguiçoso, mas eu tinha conseguido dar uma olhada em seu exame bimestral um olhar para o exame parcial comprimido em seu caderno, ele tirou um B alto, e por toda sua conversa sobre matar aula e dormir, ele ainda tinha errado um.
Depois que Joseph caminhou satisfeito de volta ao seu lugar, Benji se inclinou sobre a borda de sua carteira, mais perto ainda do que Joseph.
— Então, o que foi aquilo? — Suas sobrancelhas subiram e desceram e eu tentei não rir.
— Eu tenho certeza de que eu não sei o que você quer dizer. — Eu respondi, batendo meus cílios em minha melhor representação de charme feminino.
— Cuidado, jovem senhora! — Ele falou lentamente. — Aquele rapaz parece um pouco perigoso. — Ele deu uma longa revirada em seus olhos, sorrindo. — Não que haja algo de errado com um pouco de perigo.
Meus lábios se comprimiram em um meio sorriso.
— Verdade.
Dei os parabéns a mim mesma por dar uma única espiada sobre meu ombro, no meio da aula de 50 minutos. Joseph não estava olhando para mim, então eu não podia deixar de olhar. Lápis na mão, ele estava desenhando atentamente, sombreando primeiro e, então, cuidadosamente esfumaçando com o polegar. Seu cabelo escuro caiu em torno de seu rosto enquanto ele se concentrava em seu trabalho, a palestra e a sala de aula desconsiderada como se ele estivesse sozinho em seu quarto. Imaginei-o sentado em sua cama, com os joelhos para cima, uma almofada equilibrada em suas coxas. Eu me perguntava o que ele estava desenhando. Ou quem.
Ele olhou para cima e pegou meu olhar. Eu o sustentei.
Sua boca se puxou em um fantasma de sorriso e ele esticou o pescoço e rolou seus ombros, devolvendo meu olhar. Olhando para o caderno, ele bateu o final de seu lápis contra ele e se esparramou em sua cadeira, seus cílios se abanando enquanto ele examinava seu trabalho.
Dr. Heller terminou o gráfico que ele estava desenhando à mão livre no quadro, e a explicação foi retomada. Joseph colocou o lápis sobre sua orelha e pegou uma caneta. Antes de passar sua atenção para o nosso professor, ele sorriu para mim de novo, e um choque de excitação passou por mim.
No final da aula, uma garota diferente do que a da semana passada o interceptou em seu caminho para fora da porta, e eu fugi sem olhar para trás. Minha adrenalina reclamou, meu corpo sentiu a minha necessidade de escapar e deu asas a isso. Olhando por cima do meu ombro, eu mergulhei pela saída lateral e fui mais devagar, sentindo-me tola. Selena e Maggie insistiram que eu deveria escapar de seu alcance por mais alguns dias, e fazê-lo me perseguir, mas ele não estava indo literalmente começar a perseguição.
Eu mandei uma SMS para Selena que eu estaria pegando café na porcaria da lanchonete antes da minha aula da tarde em vez de ir à Starbucks. Ela mandou uma SMS de volta: GÊNIO. Eu te encontro lá. Irmãs na solidariedade e toda essa merda.

***

Até o final de História da Arte, eu estava começando a duvidar da noção de Selena que Joseph queria jogar este jogo. Talvez ele não fosse um cão. Ou eu não fosse um gato. Ou eu fosse realmente ruim nisso. Eu suspirei, socando o meu telefone na minha bolsa. Eu o olhei para verificar as mensagens pelo menos 30 vezes durante a aula.
Eu sempre menosprezei os jogos que as pessoas jogavam na busca pelo amor, ou pelo próximo caso. A coisa toda era uma competição para ver quem conseguia ir mais longe, e eu nunca pude descobrir se havia mais sorte ou habilidade envolvida, ou alguma misteriosa combinação dos dois. As pessoas raramente diziam o que pensavam, ou revelavam como se sentiam. Ninguém era honesto.
Fácil para eu dizer, do alto do meu cavalo em meu perfeito relacionamento com Kennedy. Selena tinha me dito isso meses atrás, quando eu disse que ela estava sendo ridícula sobre um cara, conspirando para decifrar o que ele queria de uma garota antes de sistematicamente quebrar suas defesas. Eu tinha que admitir que ela estava certa. Eu não tinha ideia de como era ser uma jovem adulta e solteira, então eu não tinha o direito de julgar.
Até agora.
Esta angústia era um absurdo, mas eu não conseguia me livrar dela. Ele olhou para mim na sala de aula. Eu me sentia confiante quando eu deixei a aula de Economia, e miserável agora. Por quê?
Por que ele não tinha empurrado a ruiva de seu caminho no final de Economia para vir atrás de mim? Por que ele não tinha me mandado um SMS em algum ponto durante as quase três horas e meia desde que eu o tinha visto? Isso nem mesmo fazia sentido.
No momento em que eu estava aquecendo sopa no microondas para o jantar, eu me resignei por ter falhado em manter o interesse de Joseph. Eu tirei a garota bonita que tinha corrido para ele no final da aula da minha cabeça, quando eu comecei a imaginá-lo deixando a turma segurando a mão dela, ou mais.
— Cretino! — Eu murmurei comigo mesma.
No final da minha cama, o meu notebook soou um alerta de e-mail, e uma vibração em resposta veio do meu estômago. Não era provavelmente nada, um aviso sobre vacinas contra a gripe do centro de saúde ou outra nota de um dos meus velhos amigos de escola, que estavam todos, tão devastados que Kennedy e eu tínhamos terminado (o que todos eles descobriram quando ele mudou de seu status de relacionamento no Facebook — vinte minutos depois que ele tinha rompido comigo).
Eu desativei minha conta imediatamente, e ainda tinha de reativá-la. A ideia de ver suas atualizações de status levianas e ter fotos dele aparecendo em meu mural era desmoralizante. Mesmo se eu o ocultasse, conhecíamos muitas das mesmas pessoas. Não haveria como esconder suas atividades completamente. Comecei recebendo e-mails simpáticos e condescendentes e mensagens no dia seguinte, então eu ficava justificadamente apreensiva sempre que eu checava minha caixa de entrada.
Encolhendo-me, eu puxei-o para cima... E sorri.

Demetria,
Você conseguirá ir à sessão de amanhã (quinta-feira)? No caso de você não ir, eu anexei a planilha que estou planejando detalhar. É uma coisa nova e diferente e você não precisa estar completamente recuperada para fazê-la.
(Falando nisso, você deve estar com toda a matéria recuperada dentro de uma semana, mais ou menos.)
JM
PS - Eu estive pensando sobre como isso prova que eu falava da última vez, que você está onde deveria estar. E ocorreu-me, você pode provar que você estaria melhor em outro lugar? Se você tivesse deixado o estado, o seu relacionamento teria terminado ainda assim. Talvez você tivesse até culpando a si mesma, sem saber que estava condenada por causa dele, de qualquer maneira. Em vez disso, você está aqui. Você foi chutada, ignorou suas aulas e conheceu o melhor tutor de Economia da faculdade! Quem sabe, talvez eu vá fazer você se apaixonar por Economia. (Qual é o seu curso, a propósito?)

Jace,
Eu estou estudando educação musical. Eu odeio o ditado: — Quem pode, faz, quem não pode, ensina.
Como tutora, eu sei que é besteira. Até agora. Eu queria fazer. Eu imaginei participar de uma orquestra sinfônica, ou uma banda de jazz progressivo... E em vez disso, eu vou ensinar.
Eu não vou estar em sua sessão, eu tenho aulas com meus garotos do ensino médio amanhã. (Acho que eu seria mais impressionante para eles se eu pudesse peidar as escalas em vez de puxá-las no baixo.)
Desculpe informá-lo, mas eu pretendo conseguir passar nessa matéria e acabar com Economia. Sem reflexos sobre suas habilidades geniais como tutor, eu juro! Obrigada pela planilha. Você é muito gentil!
DL

Demetria,
Se você quer fazer, então faça. O que é que está impedindo você?
Então, eu sou gentil, é? Nunca ouvi isso antes. As pessoas costumam pensar que sou um imbecil pretensioso. Eu devo admitir, eu tendo a encorajar a estimativa. Então, por favor, prometa manter a sua opinião para si mesma. Reputações podem ser arruinadas tão facilmente, você sabe. ;)
JM
PS - Faça a planilha. Antes de sexta-feira. Eu estou te dando um olhar muito sério através desta tela. FAÇA A PLANILHA. Se você tiver problemas com qualquer material, deixe-me saber.

Jace,
O que me impede? Bem, eu estraguei a chance de ir para uma escola de música séria. E eu estou presa em um estado que nem sempre estimula as artes (algo que eu provavelmente vou passar a minha carreira docente inteira lutando). Parece impossível sair agora e fazer. Eu acho que eu deveria repensar isso.
Sua genialidade secreta está segura. Meus lábios estão selados.
DL.
PS - Eu vou FAZER a planilha, mas eu estou te dando um olhar muito petulante pela minha tela. Feitor de escravos. Caramba.

Eu estava sorrindo quando eu cliquei enviar. Talvez eu estivesse jogando um jogo totalmente diferente de perseguição, e Joseph e seu sorriso irritantemente enigmático pudesse sair da minha frente. Selena e Maggie poderiam manter seus conselhos faça-ele-perseguir-você e usá-los elas mesmas, porque, aparentemente, isso era um saco na vida real. Por e-mail, no entanto... A minha expressão feliz deslizou pra longe quando eu percebi a gritante verdade, eu estava flertando com alguém online. Eu não tinha ideia de como ele era, ou que tipo de pessoa ele era.
Isso não era exatamente verdade. Eu sabia exatamente o tipo de pessoa que ele era, mesmo que eu nunca tivesse posto os olhos em cima dele. Ele era gentil. E inteligente. E direto.
É claro que ele não tinha batido num possível estuprador transformando-o numa pasta de sangue para mim. Ou feito minhas entranhas derreterem quando ele colocou as mãos na minha cintura. Ele provavelmente não tinha tatuagens em seus braços ou olhos cinza-azulados glaciais e um olhar que podia me liquefazer.
Às 22h00min, meu telefone vibrou num alerta de SMS.

Joseph: Oi :)
Eu: Oi :)
Joseph: E aí?
Eu: Nada. Lição de casa.
Joseph: Eu queria falar com você depois da aula, mas você desapareceu.
Eu: Eu tinha outra aula logo após. Um desses profs. que para de falar, olha para você e espera até você chegar ao seu assento, se você está atrasado.
Joseph: Eu provavelmente apenas andaria para o meu lugar ainda mais devagar. ;)
Joseph: Você deveria passar pela SB na sexta-feira. É geralmente morto. Americano, por conta da casa?
Eu: Café grátis? Eu não posso perder isso. Eu vou tentar dar uma passada. Quando você trabalha?
Joseph: Toda à tarde. Até 5.
Eu: Ok.
Joseph: Vejo você sexta-feira, Demetria.