segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Easy - Capítulo 9

Mais uma vez, Joseph foi abordado por uma garota no final da aula. Mas que diabos? Será que todas as garotas da nossa turma sentem a necessidade de conversar com ele? Mas em seguida, um rapaz aproximou-se ao lado dela, seu braço envolvendo em torno de seu ombro. Alarmada, eu percebi no que a minha reação visceral implicava: ciúme. Sobre um rapaz que eu mal conhecia, com quem eu tinha trocado mais saliva do que palavras.
Enquanto eu passava pelo último corredor, Joseph me deu um sorriso apertado com um elevar ligeiro de seu queixo e voltou sua atenção de volta para o casal em frente a ele. Em conflito, eu estava em partes iguais, aliviada e desapontada.
Eu pedi um conselho a Selena durante o almoço.
— Ele está segurando as malditas fichas perto. — Bebendo seu almoço típico Smoothie, ela refletia sobre as possíveis causas para a sua reserva. — É quase como... Ele está resistindo a estar atraído por você. Não me interprete mal, muitos caras ficam distantes, mas geralmente não até que eles se envolvam.
Ela me deu um olhar atento.
— Você tem certeza que nada mais aconteceu na noite de sexta-feira?
Dei um suspiro e bati na minha testa com a palma da minha mão.
— Oh, sim, eu esqueci completamente da parte onde fizemos sexo selvagem à noite toda de sexta-feira.
Ela revirou os olhos e, em seguida, suas sobrancelhas se levantaram.
— Hey. E se ele tem uma namorada?
Eu fiz uma careta. Eu não tinha pensado nisso.
— Eu acho que é possível.
Minha mente foi para uma coisa que eu não poderia dizer: E se o que aconteceu na noite em que nos conhecemos me fez parecer uma patética e tola como eu me sentia, e ele não poderia passar por isso? Aqueles minutos aterrorizantes me assombram ainda, e entrar em contato com Buck há alguns dias apenas ampliou a ameaça. Não seria a última vez que eu ia vê-lo. Ele estava na mesma fraternidade que Kennedy. Ele era amigo de Nick e Selena, e de todo o meu antigo círculo de amigos. Ele era quase inevitável.
— Uma namorada iria definitivamente colocar um obstáculo em nossos planos. — Selena refletiu.
Repentinamente, eu me peguntei se Jace Maxfield tinha uma namorada. Ele não havia mencionado uma, mas por que ele iria? Não havia nenhuma razão para ele inserir: "Ei, eu tenho uma namorada" em uma das nossas trocas de e-mail. Eu poderia encontrar alguma maneira de perguntar.
Ele parecia tão sincero que eu tinha certeza que ele iria responder.
— D? — A voz de Selena invadiu meus pensamentos.
— Hein? Sinto muito.
Ela arqueou uma sobrancelha, sorvendo até o fim de sua vitamina.
— O que você está pensando? Eu conheço esse olhar calculador, e como sua wing-woman¹ oficial, eu preciso saber o que você está planejando.
Peguei o sanduíche, puxando os tomates fora e empilhando-os no canto da minha bandeja. Eu não poderia dizer a ela sobre Buck. Mas eu poderia confessar o meu interesse em Jace.
— Você sabe o meu tutor de economia?
Ela assentiu com a cabeça, confusa, e, de repente, atrair-se apenas online enquanto participava de uma universidade, onde havia milhares de caras solteiros parecia como a coisa mais ridícula que já existiu na história das coisas ridículas.
— Bem, às vezes parece que estamos flertando. E uma vez, ele disse que Kennedy era um idiota.
Ela arqueou uma sobrancelha.
— Ele conhece Kennedy?
— Não, quero dizer, ele disse: “Seu ex é um idiota.” Eu não acho que ele realmente sabia. Foi mais uma declaração... De cortesia, para mim. — Eu mordi o meu sanduíche de peru-bacon-guacamole.
— Hmm. — Selena apoiou os cotovelos sobre a mesa entre nós. — Bem, é fato que ele não pode ser tão quente como Joseph. Mas ele é um professor, então ele deve ser inteligente, Deus sabe que ele é ideal para você. De qualquer forma, ele é bonito?
— Er... — Eu disse, ainda mastigando.
Ela estreitou os olhos.
— Oh meu Deus! Você nunca o conheceu, não é?
Fechei os olhos e suspirei.
— Não exatamente.
— Não exatamente?
— Ok, não em tudo. Eu não tenho nenhuma ideia de como ele é, certo? Mas ele é inteligente e engraçado. E ele tem sido muito bom, e me ajudou muito, eu quase coloquei em dia essa aula, exceto pelo projeto...
— Demetria, você não pode se apaixonar por um cara sem nunca vê-lo! E se você estiver lidando com um transgressor? Ele poderia parecer... — Ela esquadrinhou a praça de alimentação e se concentrou em um cara de aparência assustadora em uma camiseta surrada que, com suor e passos largos, passou pela nossa mesa. — Aquele cara.
Eu cruzei meus braços, ofendida em nome de Jace.
— Esse cara parece um pária social. Jace é inteligente demais para parecer como aquele cara.
Ela fechou os olhos e balançou a cabeça.
— Tudo bem. Nós vamos fazer de Jace um Plano B. — Ela me olhou, usando sua expressão-teoria-da-conspiração estreitou os olhos, lábios franzidos — O que você realmente sabe sobre esse cara Jace?
Eu ri.
— Muito mais do que eu sei sobre esse cara Joseph.
— Exceto a aparência e gosto. — Ela balançou as sobrancelhas.
— Ugh! Selena. Você tem uma mente obsessiva.
Ela sorriu tortuosamente.
— Eu prefiro pensar nisso como meta direcionada.
Nós pulamos o Starbucks, parte do palno de Selena lamentou os sacrifícios que ela estava fazendo em um nome quando nós esgasgamos com o café da cafeteria. Deixando-me com instruções restritas para não mandar SMS ou e-mail ou qualquer um deles, ela me deu um abraço rápido, antes de ser engolida por um gropo de irmãs da sua irmandade, todas elas agiram como se fôssemos conhecidas distantes, no máximo — como configuraram uma venda de bolos à tarde.
Um mês atrás, eu tinha sido aprovada como a namorada de Kennedy GDI, agora eu era só a pobre colega de quarto não grega de Selena.

***

A área da lavanderia estava localizada em cada andar do dormitório, mas já que todos no meu andar decidiram usar ao mesmo tempo, as lavadoras estavam todas ocupadas. Levantei a bolsa de malha da escada, saltei para baixo nos degraus de concreto, um de cada vez, esperando que os residentes do andar de baixo estivessem menos movidos para limpeza, pelo menos esta noite.
Dez minutos depois, eu coltei lá em cima com a minha bolsa vazia. Parando logo na escada quando meu celular tocou, eu respondi a um SMS de Maggie lembrando-me a mandar o e-mail com o link que ela precisava do trabalho de Espanhol que estávamos fazendo juntas. Louca por um SMS de Joseph ou um e-mail de Jace, enfiei meu telefone no bolso da frente. Eu tinha prometido que eu não mandaria nenhum. Ela sabia como a mente dos rapazes trabalhavam, enquanto meus anos com Kennedy deixaram-me completamente despreparada para esses tipos de manobras complexas. Francamente, as regras para ligar não me pareciam muito menos complicadas que as regras para encontrar um relacionamento sério, mas o que eu sei.
A porta abaixo de mim abriu e fechou quando eu dobrava a esquina, e passos subindo soaram atrás de mim. Havia centenas de residentes no meu prédio, e embora todos nós usássemos o elevador ou a escada principal para ir e vir do edifício, a maioria de nós utilizava constantemente a fria e úmida escada quando se deslocava entre os andares. Assustada com a sensação claustrofóbica, algo que eu sentia toda vez, eu me forcei a não correr para a porta no topo. Eu empurrei uma trava, percebendo que eu estava indo para frente, mas a minha bolsa de roupas não estava. Supondo que ela estava enganchada no corrimão, eu virei para libertá-la e estava quase cara a cara com Buck. O fim da bolsa estava presa em seu punho.
Engoli em seco e meu coração parou, como se o momento tivesse suspenso em câmera lenta, e então ele começou a bater como uma violenta máquina em meu peito. Ele subiu um degrau abaixo de mim — e zombou de mim.
— Hey Demi! — a bile subiu na minha garganta com o som da sua voz, e eu engoli. — Ou não. Eu acho que é Demetria agora, certo? Não é isso que você disse? Uma rosa por qualquer outro nome cheiraria como o doce... — Quando ele se inclinou mais perto, eu tentei voltar a subir as escadas e tropecei, esparramada. Eu usei a oportunidade de correr para trás e para cima em direção à porta, mas ele estendeu a mão e me levantou facilmente, as duas mãos segurando meus ombros.
— Não me toque! — Eu engasguei.
Ele sorriu como se estivesse hipnotizando a pequena presa. Brincando comigo.
— Vamos lá, Demetria, não seja assim. Você sempre foi muito legal comigo. Eu só quero que você seja um pouco mais agradável, isso é tudo.
Suas palavras não foram arrastadas neste momento. Ele estava sóbrio e firme, e a maldade em seus olhos me disse que eu pagaria por minha fuga na noite da festa. Eu pagaria pelo que Joseph tinha feito.
Eu balancei a cabeça.
— Não. Eu estou dizendo que não, Buck. Assim como da última vez.
Seus olhos se estreitaram, e eu mal podia ouvir a maldição que ele sibilou a partir do sangue pulsando em meus ouvidos. Corra. Corra. Corra, ele parecia dizer, e eu gostaria de obedecer. Eu soltei a bolsa, e caiu aos nossos pés.
— Eu sei que o que aconteceu naquela noite não foi culpa sua. — ele deu de ombros. — Você é uma garota bonita, e, obviamente, o cara teve a mesma ideia que eu. Ele só conseguiu me atacar porque eu tinha bebido. — sua respiração caiu sobre meu rosto, quente, e não tinha um traço de álcool. Ele não tropeçaria se eu me soltasse de seu aperto e corresse. — Então ele te fodeu em sua caminhonete, ou você deixou ele levá-la de volta para o seu quarto? Eu sei que Selena estava com o Nick naquela noite. Assim como ela vai estar hoje à noite.
Eu vacilei por suas palavras vulgares. Eu não tinha conseguido um SMS de Selena ainda, mas não era impossível que ela estivesse ficando com Nick, esta noite, ou que Buck saberia antes que eu soubesse. Um braço serpenteou em volta e agarrou meu quadril, apertando-o dolorosamente. A dor não era nada comparado com a degradação de ser apalpada contra a minha vontade.
— A escada é malcheirosa e desconfortável, mas viável. Por que não vamos para o seu quarto, em vez disso? Eu vou fazer isso bom para você, baby.
Sua ameaça era óbvia. Se eu dissesse que não, ele iria me estuprar aqui.
— A-alguém poderia subir a escada em qualquer momento.
Ele riu.
— Verdade. Pena que você não está usando aquela saia curta que usava na outra noite. Eu poderia colocá-la contra esta parede e tomar você em dois minutos em tirar nada de você.
Minha cabeça girava. Esforcei-me contra ele, tentando me mover, mesmo que apenas um pouco, mas não consegui.
— Não seria a primeira vez que eu fui pego com algum pequeno capricho quente em uma posição contra a parede. E hey, bônus, se você deseja se vingar de Kennedy por acabar com você, então se transforme em uma garota que vai fazer qualquer coisa, em qualquer lugar, com qualquer pessoa, iria deixá-lo louco. — Ele deu de ombros. — Você já começou com aquele pedaço de merda e sabe-se lá quem mais? Assim, podemos fazê-lo aqui, se é isso que você quer.
— Não! — Eu disse, e seus olhos brilharam. — No meu quarto. — Minha respiração ofegante, instável e espero confundida com tesão em sua avaliação no seu cérebro de ervilha. Ele sorriu, e eu quase vomitei. Eu nunca quis tanto vomitar, mas meu corpo lutava instintivamente.
Seu braço em volta da minha cintura, ele me virou em direção à porta no topo, agarrando a bolsa de roupa suja do chão. Eu me perguntei se eu estava disposta a fazer o que eu estava prestes a fazer. Se eu estava preparada para gritar, lutar e arranhar ele no corredor, me humilhando na frente de todos, na esperança de que ele não tivesse sucesso em me levar para o meu quarto. Se ele fizesse isso, eu estava perdida. As paredes não eram à prova de som, mas todos mundo estava acostumado a ouvir todos os tipos de ruídos provenientes dos vizinhos. Se alguém sequer ouvir qualquer coisa sobre a sua música, televisores e videogames, eles provavelmente achariam que não é nada.
Saímos para o corredor, e eu avaliei as pessoas que eu estava prestes a depender. Meu quarto era seis portas a partir da escada. Dois rapazes na extremidade oposta do salão estavam praticando kickflips em um skate. Olivia estava no meio do corredor, falando com um cara do quarto andar. Quando ela nos viu, sua boca caiu aberta antes dela a estalar fechada, e o cara, amigo dela, olhou por cima do ombro, ergueu o queixo para Buck, e se virou para ela com uma risada baixa. Isso era ruim.
Kimber, que dividia o dormitório duas portas para baixo, entrou no corredor com sua roupa. Eu parei. Era agora ou nunca. Buck deu um passo adiante antes de perceber que eu estava segurando o meu no chão. Ele se virou para mim.
— Vamos, D. — Ele persuadiu.
— Não. Você não está indo para o meu quarto, Buck. Eu quero que você saia agora.
O choque registrado em seu rosto. Kimber, Olivia e o cara do quarto andar congelaram, esperando para testemunhar em primeira mão o que estava para se estabelecer.
A mão de Buck no meu cotovelo.
— Isso não é o que você disse a alguns minutos atrás, querida. Vamos ter esta conversa em privado. — Ele tentou me puxar para frente, mas eu torci meu braço de sua mão carnuda.
— Eu quero que você saia. Agora. — Eu o encarei, meu peito arfando.
Indecisão jogou em suas feições. Cinco pessoas estavam assistindo. Ele colocou as duas mãos com as palmas para fora.
— Não seja louca, ok? Tentei dizer-lhe que no tijolo seria frio e áspero. Não é minha culpa que você não podia esperar cinco minutos. — Jogando a bolsa de roupa no meu ombro, ele disse: — Chame-me mais tarde, quando você esfriar, garota bonita. — Ele caminhou até a escada, e eu esperei até que ele desapareceu pela porta para me mover.
Meu rosto queimando, eu abri minha porta, enquanto Olivia sussurrou não tão discretamente atrás de mim.
— Ohmeudeus, eles fizeram isso na escada? Ela teve outro cara em seu quarto, tipo, noite de sexta-feira! Eu me pergunto se ela estava trepando ao redor de Kennedy e é por isso que ele...
Eu fechei a porta, inclinei-me contra ela, e deslizei para o chão, tremendo. Lágrimas patinaram em trilhas pelo meu rosto e minha respiração estremeceu, deixando meu peito dolorido. Eu queria fugir. Ir para casa. Ser ignorante de ser abandonada, de ter meus sonhos frustrados, de estar constantemente me sentindo muito inexperiente e estúpida para lidar com a minha própria vida.
Eu enganei Buck dessa vez, tornando-se duas vezes que ele não tinha conseguido o que queria, e ele estava zangado. Popular e de boa aparência, que podia quase tomar a sua escolha as garotas, e do que eu tinha ouvido e testemunhado, ele usou essa vantagem ao máximo. Eu não era mais bonita do que as garotas como Olivia, que constantemente se lançavam em seu caminho. Não havia nenhuma razão para ele se fixar em mim.
Houve alguma rivalidade inicial entre Buck e Kennedy, mas eu não conseguia me lembrar o que era. Algo que aconteceu quando eles eram calouros. Será que ele me assedia assim por causa de algum rancor contra o meu ex?
Ele poderia, se ele achasse que poderia irritar Kennedy por fazê-lo. Eu ia ter que dizer a Selena. Ela ficaria furiosa comigo por manter isso para mim, e eu temia a reação dela, mas eu não tinha escolha. Não mais.

Eu: eu preciso falar com você.
Selena: Eu preciso falar com você também! Encontre-me em nosso quarto após sua aula.

— Demetria, você ficou com Buck na noite passada? — Selena sibilou quando a porta do nosso quarto se fechou atrás dela.
Eu imaginei que eu podia sentir o sangue drenando do meu rosto.
— Onde você ouviu isso?
Ela fez um barulho “pshh”.
— Onde foi que eu não ouvi isso? Por que você não me disse esta manhã, durante astronomia? E por que Buck de todas as pessoas? Quero dizer, ele é quente e tudo.
— Eu não! — Eu engoli com dificuldade, e meus olhos estavam marejando. — Eu não fiquei, Selena!
Ela piscou para minha expressão e atravessou o quarto em três passos, agarrando meus braços.
— D, qual é o problema? O que aconteceu?
Eu afundei na minha cama e ela sentou-se comigo, com os olhos arregalados.
— Eu... Tenho que lhe dizer algo.
— Tudo bem... Eu estou ouvindo...
Por onde começar? Ontem à noite? Duas semanas atrás?
— Quando eu deixei a festa de Halloween cedo, algumas semanas atrás, Buck me seguiu. — Eu mastiguei um pedaço de pele no meu lábrio e sabia que estava sangrando. O gosto de sangue trouxe de volta aquele noite mais viva e meu rosto ficou vermelho quente. — Ele estava bêbado. Ele empurrou-me para a minha caminhonete. — Eu segurei-me rigidamente, forçando as palavras quando o seu queixo caiu.
— Ele o quê? — Ela pegou nos meus braços apertados.
— Ele estava tentando m-me estuprar.
— Tentando...?
Eu fechei meus olhos. Lambi o sangue do meu lábio.
— Joseph apareceu do nada. Ele o parou.
— Oh meu Deus!
No silêncio que se seguiu, eu finalmente abri meus olhos. Selena ainda segurou um dos meus braços enquanto ela olhava para o tapete gasto debaixo dos nossos pés.
— Você acredita em mim? — As lágrimas não iriam ficar presas, embora eu tivesse certeza de que eu iria correr seca em breve. A última vez que chorei antes de Kennedy romper comigo, no mês passado, foi mais de um ano atrás, quando eu fraturei meu fêmur no snowboard. Antes disso, quando a nossa velha cachorra, Cissie, morreu.
— Demetria, como você pode, é claro que eu acredito em você! — Ela olhou para mim, insultada. — E, a propósito, por que diabos não me disse isso antes? Porque você não achou que eu iria acreditar em você? — Seu lábio tremeu, transformando sua expressão de ofendida para ferida.
— Nick e Buck são melhores amigos, e eu pensei que eu pudesse evitá-lo...
— Demetria, isso é exatamente o tipo de coisas que as mulheres precisam compartilhar umas com as outras! Eu não dou à mínima se ele estava bêbado!
— Há mais.
Ela sentou-se, olhando em silêncio.
— Na noite passada, ele me pegou na escada. — Os olhos de Selena cresceram redondos e eu balancei a cabeça. — Não aconteceu nada. Enganei-o para vir no andar de cima dizendo que poderia ir para o meu quarto. Quando chegamos ao corredor, com outras pessoas ao redor, eu disse-lhe para sair. — Eu cobri meu rosto com as minhas mãos e sufoquei com o resto. — Ele fez soar como se tivéssemos feito isso na escada. Olivia ouviu.
— Eu imagino. — Selena disse, pegando minhas mãos. — Aquela puta fofoqueira não tem o direito de espalhar boatos sobre alguém. Eu não me importo com ela. Mas seja honesta comigo, D. Ele machucou você? Ele fez? — Os olhos dela brilharam.
Eu balancei a cabeça.
— Ele só me assustou.
Ela suspirou, franzindo a testa em pensamento, e então ela se endireitou.
— Espere. Então esse bastardo mentiroso levou socos do Joseph várias vezes, não de uma dupla de bandidos sem teto?
— Sim.
A dor penetrou em seu rosto, eu podia ver em seus olhos.
— Por que você não me contou?
Meus ombros deslizavam para cima e para baixo, de forma quase imperceptível.
— Eu não sei. Sinto muito!
Sua resposta foi a de colocar os braços em volta de mim.
— E o Joseph? Você o conhecia antes de tudo isso?
Encostei-me a ela, enfiei a cabeça debaixo do seu queixo.
— Não. Eu nunca tinha visto ele antes daquela noite. Nossa turma de economia é enorme, e não é como se eu ficasse olhando em volta para os outros caras. Eu tinha Kennedy. — Minhas mãos caíram com a palma para cima no meu colo. — Ou, eu pensei que tivesse.
Selena me abraçou apertadamente.

____________
1 - Expressão utilizada para definir um amigo que dá conselhos e ajudam a arrumar um encontro.  

~*~

Adivinhem quem conseguiu resolver o problema com o microsoft office? 
u_u
Amanhã eu posto mais :*

4 comentários:

  1. PERFEITO
    caraca que raiva do Buck eu quero MUITO acabar com a vida dele e dessa Olivia também, puta fofoqueira!!! kkkkk
    Posta Logo
    Beijos

    ResponderExcluir
  2. Oie =)
    Ameii o Capitulo. Poste logo!! Bjs

    ResponderExcluir