sexta-feira, 28 de junho de 2013

Capítulo 16 – Não, Obrigada (Parte 1/2)

Fiquei fazendo desenhos no meu caderno, quadrados dentro de quadrados, conectando uns aos outros para formar caixas rudimentares em 3D. Dez minutos antes de a aula começar, a sala ainda estava vazia. Minha vida estava começando a entrar nos eixos de novo, mas precisei de alguns minutos para me preparar psicologicamente para estar cercada de pessoas que não fossem Finch e Selena.
— Só porque não estamos mais namorando, não quer dizer que você não pode usar a pulseira que te dei — disse Parker, assim que se sentou ao meu lado.
— Venho querendo te perguntar se você quer que eu devolva.
Ele sorriu, inclinando-se na minha direção para desenhar um laço em uma das caixas no meu caderno.
— Foi presente, Dems. Não dou presentes com condições.
A professora Ballard ligou o retroprojetor enquanto se sentava à frente da classe, depois ficou remexendo nos papéis em sua mesa abarrotada. A sala de repente ficou alvoroçada com conversas, que ecoavam pelas grandes janelas molhadas de chuva.
— Ouvi dizer que você e o Joseph terminaram faz umas semanas. — Parker ergueu uma das mãos ao ver minha expressão de impaciência — Não é da minha conta. É só que você parece tão triste, e eu queria te dize que sinto muito.
— Obrigada — murmurei, virando uma página em branco no caderno.
— E também quero pedir desculpas pelo meu comportamento. O que eu fiz foi... grosseiro. Eu só estava com raiva e descontei em você. Não foi justo, e eu peço desculpas.
— Não estou interessada em namorar, Parker — falei em tom de aviso. Ele deu uma risada abafada.
— Não estou tentando me aproveitar da situação. Nós ainda somos amigos, e quero ter certeza que está tudo bem com você.
— Estou bem.
— Você vai voltar pra casa no feriado de Ação de Graças?
— Vou pra casa da Selena. Geralmente janto na casa dela no Dia de Ação de Graças.
Ele começou a falar alguma coisa, mas a professora Ballard iniciou a aula. O assunto do Dia de Ação de Graças me fez pensarem meus planos anteriores de ajudar Joseph com o peru. Pensei em como teria sido, e me peguei preocupada com o fato de que eles acabariam pedindo pizza de novo. Uma sensação de angústia tomou conta de mim, mas a afastei imediatamente, fazendo o meu melhor para me concentrar em cada palavra dita pela professora.
Depois da aula, fiquei vermelha quando vi Joseph vir do estacionamento quase correndo na minha direção. Ele estava com a barba feita, vestia um moletom com capuz e seu boné vermelho predileto de beisebol, abaixando a cabeça para se proteger da chuva.
— A gente se vê depois do intervalo, Dems — disse Parker, encostando a mão de leve nas minhas costas.
Esperei por um olhar cheio de raiva de Joseph, mas ele nem pareceu notar a presença de Parker enquanto se aproximava.
— Oi, Flor.
Dei um sorriso meio sem graça, e ele enfiou as mãos no bolso da frente do moletom.
— O Nicholas me disse que você vai com ele e com a Sel para Wichita amanhã.
— É.
— Você vai passar o feriado inteiro na casa da Selena?
Dei de ombros, tentando parecer casual.
— Sou muito chegada aos pais dela.
— E a sua mãe?
— Ela vive bêbada, Joseph. Nem vai saber que é Ação de Graças.
De repente ele ficou nervoso, e meu estômago se contorceu com a possibilidade de um segundo quebra-pau em público. Um trovão rugiu sobre nós, e Joseph ergueu a cabeça, apertando os olhos enquanto grandes gotas de chuva caíam em seu rosto.
— Preciso te pedir um favor — ele me disse. — Vem cá.
Ele me puxou para debaixo do toldo mais próximo e consenti, tentando evitar outra cena.
— Que tipo de favor? — perguntei, desconfiada.
— Meu... hum... — Ele alternou o peso do corpo, se apoiando ora em uma perna, ora em outra. — Meu pai e os caras estão esperando você na quinta-feira.
— Joseph! — falei, em tom de queixa.
Ele olhou para baixo.
— Você disse que ia.
— Eu sei, mas... é um pouco sem sentido agora, você não acha?
Ele pareceu não se incomodar.
— Você disse que ia.
— A gente ainda estava junto quando concordei em ir pra casa do seu pai. Você sabia que agora eu não iria.
—Eu não sabia e, de qualquer forma, agora é tarde demais, O Kevin já está vindo de avião pra cá, e o Tyler tirou folga no trabalho. Todo mundo está ansioso pra te ver.
Eu me encolhi, torcendo as mechas molhadas dos cabelos em volta do dedo.
—Eles iam vir de qualquer forma, não iam?
— Nem todos. Faz anos que a gente não se reúne mais no Dia de Ação de Graças. Todos eles fizeram um esforço, já que prometi uma refeição de verdade pra eles. Não temos uma mulher na cozinha desde que minha mãe morreu e...
—Isso nem é machista nem nada.
Ele inclinou a cabeça para o lado.
—Não foi isso que eu quis dizer, Flor, poxa! Todos nós queremos você lá. É isso que estou dizendo.
— Você não contou pra eles sobre a gente, não é? — desferi as palavras no tom mais acusador que consegui usar.
Ele ficou inquieto por um instante e fez que não com a cabeça.
— Meu pai me perguntaria o motivo, e não estou preparado pra conversar com ele sobre isso. Ia ser um sermão interminável. Por favor, vamos, Flor.
— Tenho que colocar o peru no forno às seis da manhã. A gente teria que sair daqui lá pelas cinco...
— Ou a gente pode dormir lá.
Subitamente ergui as sobrancelhas.
— De jeito nenhum! Já é ruim o suficiente precisar mentir pra sua família e fingir que ainda estamos juntos.
— Você está agindo como se eu tivesse pedido pra você atear fogo em si mesma.
— Você devia ter contado pra eles!
— Eu vou contar. Depois do Dia de Ação de Graças... eu conto.
Suspirei, desviando o olhar.
— Se você jurar que isso não é nenhum esquema pra tentar me fazer voltar com você, eu vou.
Ele assentiu.
— Eu juro.
Embora Joseph estivesse tentando ocultar, eu vi uma centelha em seus olhos. Pressionei os lábios para não sorrir.
— Vejo você às cinco.
Ele se inclinou para beijar o meu rosto, deixando os lábios por um tempinho em minha pele.
— Valeu, Beija-Flor.
Selena e Nicholas me encontraram na porta do refeitório e entramos juntos. Puxei com força o garfo e a faca do porta-talheres e larguei o prato na bandeja.
— O que é que você tem, Demi? — ela me perguntou.
— Não vou viajar com vocês amanhã.
Nicholas ficou boquiaberto.
— Você vai pra casa dos Jonas?
Os olhos de Selena se voltaram como dardos na direção dos meus.
—Você o quê?
Suspirei e entreguei minha carteirinha de estudante ao caixa.
— Eu prometi ao Joe que iria quando a gente estava no avião, e ele disse pra família inteira que eu estaria lá.
— Em defesa dele — Nicholas falou —, ele realmente não achou que vocês iam terminar. Ele achou que você ia acabar voltando. E já era tarde demais quando ele se tocou que você não estava de brincadeira.
— Isso é bobagem, Nick, e você sabe disso — falou Selena, borbulhando de raiva. —Você não precisa ir se não quiser, Demi.
Ela estava certa. Eu tinha escolha, mas não poderia fazer Joseph. Nem mesmo se o odiasse. E eu não o odiava.
— Se eu não for, ele vai ter que explicar pra eles por que não apareci, e não quero estragar o Dia de Ação de Graças deles. Todos estão vindo pra casa porque acham que vou estar lá.
Nicholas abriu um sorriso.
—Eles gostam mesmo de você, Demi. O Paul ficou falando de você para o meu pai outro dia.
— Que ótimo — murmurei.
— A Demi está certa — ele disse — Se ela não for, o Paul vai o dia inteiro enchendo o saco do Joe. Não tem por que estragar o dia deles.
Selena colocou o braço em volta dos meus ombros.
— Você ainda pode vir com a gente. Você não está mais com ele e não precisa continuar salvando a pele dele.
— Eu sei, Sel, mas é a coisa certa a fazer.

***

O sol se refletia nos prédios lá fora, e eu estava parada na frente do espelho passando a escova nos cabelos, enquanto tentava descobrir como conseguiria fingir ainda estar com Joseph.
— É só um dia, Demi. Você consegue lidar com isso — falei para o espelho.
Fingir nunca foi um problema para mim. O que me preocupava era o que aconteceria enquanto estivéssemos fingindo. Quando Joseph me deixasse em casa depois do jantar, eu teria que tomar uma decisão. Decisão essa que seria distorcida por uma falsa sensação de felicidade que passaríamos para a família dele.
Toc, toc.
Eu me virei e olhei para a porta. Kara não tinha voltado para o quarto a noite toda. Eu sabia que Selena e Nicholas já tinham pegado a estrada e não conseguia imaginar quem era. Coloquei a escova sobre a mesa e abri a porta.
—Joseph?—falei baixinho.
— Você está pronta?
Ergui uma sobrancelha
— Pronta pra quê?
— Você disse para vir te buscar às cinco.
Cruzei os braços sobre o peito.
— Eu quis dizer cinco da manhã!
— Ah — ele disse, parecendo desapontado. — Acho que vou ter que ligar para o meu pai pra avisar que não vamos passar a noite lá então.
— Joseph! — reclamei.
— Eu peguei o carro do Nick pra gente não ter que levar as malas na moto. Tem um quarto sobrando em que você pode dormir. Nós podemos ver um filme ou...
— Eu não vou passar a noite na casa do seu pai!
A expressão dele ficou triste.
— Tudo bem. Eu... hum... te vejo amanhã de manhã.
Ele deu um passo para trás e fechei a porta, me apoiando nela. Todas as minhas emoções se entrelaçavam em minhas entranhas, então soltei um suspiro exasperado. Com a expressão desapontada de Joseph fresca na mente, abri a porta e saí, vendo que ele estava atravessando o corredor devagar, discando ao celular.
— Joseph, espera. — Ele se virou e o olhar de esperança em seus olhos fez meu peito doer — Me dá um minuto pra colocar umas coisas na mala.
Um sorriso de alívio e gratidão se espalhou em seu rosto. Ele foi atrás de mim até o quarto e ficou olhando enquanto eu arrumava a mala.
— Eu ainda te amo, Flor.
Não ergui o olhar.
— Não começa. Não estou fazendo isso por você.
Ele inspirou com dificuldade.
— Eu sei.
Seguimos viagem em silêncio até a casa do pai dele. O carro parecia carregado de uma energia nervosa, e era difícil ficar sentada no banco de couro frio. Quando chegamos, Trenton e Paul saíram na varanda, e sorridentes. Joseph pegou nossas malas de dentro do carro, e Paul deu uns tapinhas de leve nas costas dele.
— Que bom ver você, filho. — O sorriso dele ficou ainda mais largo quando olhou para mim. — Demi Lovato. Estamos esperando ansiosamente pelo jantar amanhã. Faz muito tempo desde que... Bom, faz muito tempo.
Assenti e segui Joseph casa adentro. Paul repousou a mão na barriga protuberante e abriu um largo sorriso
— Arrumei lugar pra vocês dois no quarto de hóspedes, Joe disse que você não ia querer brigar com o gêmeo no seu quarto.
Olhei para Joseph. Era difícil observar enquanto ele lutava para encontrar as palavras.
— A Demi... hum... ela vai ficar... no quarto de hóspedes. Eu vou dormir no meu.
Trenton fez uma careta.
— Por quê? Ela tem ficado no seu apartamento, não tem?
— Não nos últimos tempos — ele disse, tentando desesperadamente evitar a verdade.
Paul e Trenton trocaram olhares de relance.
— O quarto do Kevin está sendo usado como uma espécie de deposito faz anos, então eu ia deixar ele ficar no seu quarto. Acho que pode dormir no sofá — disse Paul, olhando para as almofadas desbotadas e caindo as pedaços na sala de estar.
— Não se preocupe com isso, Paul. A gente só estava tentando manter o respeito — eu disse, colocando a mão no braço dele.
Sua risada alta ecoou pela casa, e ele deu uns tapinhas de leve na minha mão.
— Você conhece meus filhos, Demi. Devia saber que é quase impossível me ofender.
Joseph fez um sinal com a cabeça apontando para as escadas e atrás dele. Ele abriu a porta com o pé e colocou nossas malas no chão olhando para a cama e depois se virando para mim. O quarto era forrado de painéis marrons, e o carpete, da mesma cor, tinha passado da hora de ser trocado. As paredes eram de um branco sujo, com a tinta descascando em alguns lugares. Vi apenas uma moldura na parede, enquadrando uma foto de Paul com a mãe de Joseph. O casal tinha o cabelo alisado e o rosto sorridente e jovem. A foto devia ter sido tirada antes de eles terem os meninos, á que nenhum dos dois parecia ter mais de vinte anos.
— Desculpa, Flor. Vou dormir no chão.
— Ah, mas vai mesmo — falei, puxando os cabelos e prendendo-os em um rabo de cavalo. — Não acredito que deixei você me convencer a fazer isso.
Ele se sentou na cama e esfregou o rosto, frustrado.
— Isso vai ser uma puta confusão. Não sei onde eu estava com a cabeça.
— Eu sei exatamente onde você estava com a cabeça. Não sou idiota, Joseph.
Ele ergueu o olhar para mim e sorriu.
— Mas ainda assim você veio.
— Tenho que deixar tudo pronto para amanhã — falei, abrindo a porta.
Ele se levantou.
— Vou te ajudar.
Nós descascamos uma montanha de batatas, picamos verduras e legumes, colocamos o peru para descongelar e começamos a preparar a massa da torta. A primeira hora foi pra lá de desconfortável, mas, quando os gêmeos chegaram, todo mundo se reuniu na cozinha. Paul contava histórias sobre cada um de seus meninos, e demos risada das histórias sobre feriados desastrosos de Ação de Graças, quando eles tentaram fazer algo que não fosse pedir pizza.
— A Denise era uma tremenda de uma cozinheira — falou Paul, pensativo — O Joe não lembra, mas não fazia sentido tentar cozinhar depois que ela faleceu.
— Sem pressão, Demi — disse Trenton, dando uma risadinha e pegando uma cerveja na geladeira. — Vamos pegar as cartas. Quero tentar recuperar um pouco daquele dinheiro que a Demi me tirou.
Paul mexeu um dedo para o filho.
— Nada de pôquer esse fim de semana, Trent. Eu peguei o dominó, vá arrumar as peças. Nada de apostar, estou falando sério.
Trenton balançou a cabeça.
— Tudo bem, meu velho, tudo bem.
Os irmãos saíram da cozinha e Trent parou para olhar para trás.
— Vem, Joe.
— Estou ajudando a Flor
— Estou quase acabando, baby — falei. — Pode ir
Os olhos dele ganharam um ar mais terno ao ouvir minhas palavras, e ele pôs a mão no meu quadril.
— Tem certeza?
Fiz que sim, e ele se inclinou para beijar o meu rosto, dando um apertãozinho no meu quadril antes de acompanhar Trenton até a sala de jogos. Paul ficou observando seus filhos saírem, balançando a cabeça e sorrindo.
— É incrível isso que você está fazendo, Demi. Acho que você não se dá conta de como ficamos gratos por isso.
— Foi ideia do Joe. Fico feliz em poder ajudar.
Ele apoiou o corpo forte no balcão, tomando um gole de cerveja enquanto ponderava sobre as palavras que diria a seguir.
— Você e o Joseph não conversaram muito. Estão tendo problemas?
Espremi o detergente dentro da pia enquanto a enchia com água quente, tentando pensar em algo para dizer que não fosse uma mentira descarada.
— As coisas estão um pouco diferentes, eu acho.
— Foi o que pensei. Você precisa ser paciente com ele. O Joseph não se lembra muito disso, mas ele era muito chegado à mãe e, depois que a perdemos, ele nunca mais foi o mesmo. Achei que quando ele crescesse isso fosse mudar, já que ele era muito novinho quando ela faleceu. Foi difícil para todos nós, mas para o Joe... ele parou de tentar amar as pessoas depois disso. Fiquei surpreso quando ele trouxe você aqui. A forma como ele age quando está perto de você, o modo como ele te olha... soube que você era especial.
Eu sorri, mas mantive o olhar na louça.
— O Joseph vai te dar muito trabalho. Vai cometer muitos erros. Ele cresceu cercado de um bando de meninos sem mãe e com um pai velho, solitário e ranzinza. Todos nós ficamos um pouco perdidos depois que a Denise morreu, e acho que não ajudei os meninos a lidarem com isso da forma como deveria. Sei que é difícil não botar a culpa nele, mas você precisa amar o Joseph de qualquer forma, Demi. Você é a única mulher que ele já amou além da própria mãe. Não sei o que aconteceria com ele se você também o deixasse.
Engoli as lágrimas e assenti, incapaz de responder. Paul colocou a mão no meu ombro e apertou-o de leve.
— Eu nunca vi o Joseph sorrir como faz quando está com você. Espero e todos os meus meninos encontrem uma Demi na vida deles um dia.
Os passos dele foram sumindo enquanto ele atravessava o corredor, eu me agarrei à beirada da pia para recuperar o fôlego. Eu sabia que passar o feriado com Joseph e a família dele seria difícil, mas não achei que meu coração fosse ficar partido novamente. Os homens faziam piadas e riam na sala ao lado, e eu lavava e secava a louça, colocando-a no lugar. Limpei a cozinha, lavei as mãos e fui andando até a escada para ir me deitar.
Joseph me agarrou pela mão.
— É cedo, Flor. Você não vai dormir já, vai?
— O dia foi longo. Estou cansada.
— A gente estava se preparando para ver um filme. Por que você não volta aqui pra baixo e fica com a gente?
Ergui o olhar para os degraus, depois o baixei e me deparei com o riso esperançoso dele.
— Tudo bem.
Ele me levou pela mão até o sofá, e ficamos sentados juntos enquanto passavam os créditos.
— Apaga a luz, Taylor — Paul pediu.
Joseph esticou o braço atrás de mim, descansando-o nas costas do sofá. Ele estava tentando manter as aparências e me acalmar. Ele tinha o bem cuidadoso em não se aproveitar da situação, e eu me vi em conflito, ao mesmo tempo grata e decepcionada por causa disso. Sentada assim, tão perto dele, sentindo o cheiro de seu cigarro e de sua colônia era muito difícil manter distância, tanto física quanto emocionalmente. Exatamente como eu temia, minha determinação estava falhando. Eu lutava para bloquear tudo que Paul havia me dito na cozinha.
No meio do filme, a porta da frente da casa se abriu e Kevin apareceu, com as malas na mão.
— Feliz Ação de Graças — disse ele, colocando a bagagem no chão.
Paul se levantou e abraçou o filho mais velho, e todos, menos Joseph, foram cumprimentá-lo.
— Você não vai dizer “oi” para o Kevin? — sussurrei.
Ele não olhou para mim quando respondeu, observando sua família se abraçar e rir.
— Tenho só uma noite com você e não vou desperdiçar nem um segundo.

~*~

Estou suuuuuuper cansada, e estou morrendo de dor de cabeça... eu li os comentários, mas estou com preguiça de responder haha
Posto amanhã, ok?!

Comentem <333

Um comentário:

  1. PERFEITO
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    o que o Paul disse foi tão lindo eu quase chorei!!!
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    Beijos

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